terça-feira, 14 de abril de 2009

curso de literaturas americanas


curso de literaturas americanas

rosa azevedo e joão santos


de 21 de Abril a 19 de Maio

3as feiras, das 19h às 20h


Literatura hispano-americana

Realismo Mágico

Juan Rulfo, Júlio Cortázar e Jorge Luís Borges

Literatura norte-americana

Poesia Prosa – Literatura Pós II Guerra Mundial

Sócios 15€ - Não Sócios 20€*

Centro InterculturaCidade
Rua dos Poiais de S. Bento, nº 73 A

Para inscrições e outras informações



936584536


*Ser sócio da Respigarte custa 5€ por ano. A inscrição pode ser feita no acto de pagamento do curso.

domingo, 5 de abril de 2009

Novas datas do Clube do Livro

9 Maio - Mistério do Vális , Philip K Dick
20 Junho - Leste do Paraíso, Steinbeck
25 Julho - Lua e cinco tostões, S. Maugham
19 Setembro - Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón
31 Outubro - Mesmo Mar, Amos Oz


Apareçam no mais divertido dos Clubes do Livro, na Trama, como sempre. Basta que tenham lido e podem falar connosco e com a pessoa que escolheu o livro. O meu é, claro, o Steinbeck. Falarei mais dele nessa altura... Até lá!

Livros para encher a alma e os olhos











Livraria Trama

Há em Lisboa uma livraria à séria. Para além de livros tem paredes que nos fazem ter ainda mais vontade de os ler. Mas o que faz mesmo a livraria, o que a torna única nesta estranha cidade, são os que a fazem e que realmente gostam de livros. Porque a Catarina e o Ricardo gostam de livros. E neste meio frenético de amantes de livros poucos são os que realmente são apaixonados por eles.

Além de livros há espetáculos e bom café. A visitar e a voltar. Cinco estrelas.

Edição de Livros na Booktailors


Um livro sobre edição é raro. E este é dos bons.



Saber mais aqui.

Se os Poetas Fossem Menos Patetas - Boris Vian

Se os poetas fossem menos patetas
E se fossem menos preguiçosos
Faziam toda a gente feliz
Para poderem tratar em paz
Dos seus sofrimentos literários
Construíam casas amarelas
Com grandes jardins à frente
E árvores cheias de zaves
De mirliflautas e lizores
De melfiarufos e toutiverdes
De plumuchos e picapães
E pequenos corvos vermelhos
Que soubessem ler a sina
Havia grandes repuxos
Com luzes por dentro
Havia duzentos peixes
Desde o crusco ao ramussão
Da libela ao papamula
Da orfia ao rara curul
E da alvela ao canissão
Havia um ar novo
Perfumado do odor das folhas
Comia-se quando se quisesse
E trabalhava-se sem pressa
A construir escadarias
De formas antes nunca vistas
Com madeiras raiadas de lilás
Lisas como ela sob os dedos
Mas os poetas são uns patetas
Escrevem para começar
Em vez de se porem a trabalhar
E isso traz-lhes um remorso
Que conservam até à morte
Encantados de ter sofrido tanto
Dedicam-lhes grandes discursos
E são esquecidos num dia
Mas se trabalhassem mais
Só seriam esquecidos em dois

terça-feira, 24 de março de 2009

borisviana-se clandestinamente

É já na 6a, eu a Joana e Boris Vian, entre o dia do teatro e o da poesia
no Clandestino do Bairro Alto
Rua da Barroca
27 de Março
22h

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Surrealistas na Cordoaria Nacional


Inaugurou o mês passado na Cordoaria uma exposição dos surrealistas portugueses , uma exposição que merece um destaque no Estórias com Livros porque tem as obras dos nossos grandes escritores portugueses surrealistas, cuja pintura fica, normalmente, esquecida. É o caso de Mário-Henrique Leiria, Pedro Oom ou António Pedro.
Uma viagem fantástica pelo mundo surrealista, com quadros e esculturas que mostram bem as várias facetas deste movimento. Sempre defendi que o surrealismo, ainda que fascinante no seu fundo, era muito escolar, um movimento inventado antes de existir. Esta exposição mostra que o surrealismo escolar ficou pelos anos 50 mas que o surrealismo enquanto movimento artístico se estendeu até hoje. Podemos ver quadros de Cesariny de 1998 ou desenhos de Paula Rego e Ana Hatherly. A não perder, até porque esta será a última exposição da Cordoaria, que passará a ser o Museu dos Coches.








desenho de Mário-Henrique Leiria

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mulheres Escritoras (parte IV)



ROSA ALICE BRANCO


"Palmeiras inclinadas. Ao longe o casario. É na água que o vejo, que sinto a cidade acordar.
Mais uma mulher que olha o rio. Tenho as mãos desatadas, os pés a caminho. As margens alargam quando estou perto, mas do outro lado as mulheres não reflectem o rosto ou mesmo a sua ausência.
São matéria do verbo fazer e caminham junto ao chão, na curva da noite para o marido. Gastos os sonhos por usar. Descorado pano que ficou ao sol. Nelas a cidade não acorda, não regressam os barcos à tardinha.
Vêm pela beira dos caminhos, a tristeza amável, a raiva cega e às vezes um sorriso que sacode os ombros porque até a tristeza tem um custo, uma esperança na sola do sapato. Vejo-as todos os dias e é como se a vida me atasse os pés, me anelasse os dedos. Como eu, outras mulheres olhando o rio, desbordando o pano, descozendo a sopa. Ama-se o homem que vira a esquina connosco e sabe que não podemos fingir que a ferida está fechada. As casas acendem.
E na água que vejo a sua luz descendo o rio. As mulheres passam em silêncio para as casas, atravessam a pele — deixam um retrato puído nas entranhas. Olho o rio e não sei fingir que finjo tanto mar. "

Mulheres Escritoras (parte III)


ANA TERESA PEREIRA
Uma autora discreta, talvez a mais discreta das grandes escritoras portuguesas. Com um escrita que toca a literatura gótica mas que nunca se deixa denominar. As personagens transitam de livro para livro sendo que cada livro é uma parte de uma obra maior, inacabada. Um ambiente único e difícil de descrever. Só lendo, porque nada é sequer parecido com a escrita de Ana Teresa Pereira.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mulheres Escritoras (parteII)


PATRÍCIA MELO


Escritora brasileira com grande divulgação no Brasil, P.M. traz-nos a realidade crua das favelas brasileiras. Num discurso alucinado e fervoroso, sentimo-nos entrar dentro da vida das personagens. A impossibilidade de os salvar é real e angustiante e é essa vida do livro, o sentir que estamos lá dentro, que transforma P.M. numa escritora verdadeiramente fascinante. Com ecos do filme Cidade de Deus (baseado na obra de Ruben Fonseca, que a escritora segue e admira) o Inferno é a sua grande obra.

Hoje é um dia muito especial para nós, cá está o livro em que andamos a trabalhar há tanto tempo. Foi o primeiro livro que a  Snob  e o...