quinta-feira, 16 de abril de 2009

Finalmente!

TONI MORRISON EM PORTUGUÊS!

Esgotado há muitos anos em português, o regresso aguardado e desejado de Toni Morrison. Nasce em 1931 e ganha o Prémio Nobel em 1993. Escreve sobre o que é ser mulher nos Estados Unidos, sobre a beleza e a amizade. Dotada de uma sensibilidade incrível e uma escrita tão doce como pungente, traz-nos com a poesia da linguagem a crua realidade americana. A ler!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cidades Invisíveis

Quando lemos constroem-se cidades. Há prédios altos e casas pequenas. Bairros operários e ruas com uma árvore em cada jardim. Há ruas de lodo e mau cheiro. Há aquele recanto secreto que só nós conhecemos e que fazemos questão (por vergonha?) de não dizer a ninguém que existe. É a nossa cidade invisível. Construída de leituras, as primeiras, as que escolhemos, aquelas em que tropeçámos.
As leituras nunca são iguais, mas será que há leituras vazias? Leituras que não constroem nada. Leituras que não entram na nossa cidade. Quando faço mudanças há sempre um livro que encontro e que já não me lembrava nada de ter lido. Muitas vezes quando o folheio a cidade grita e eu lembro-me da rua que ele ajudou a construir. Ou então não. Será porque não construiu nada? Ou porque a cidade está esquecida?

"Mas foi inutilmente que parti em viagem para visitar a cidade: obrigada a permanecer imóvel e igual a si própria para melhor ser recordada, Zora estagnou, desfez-se e desapareceu. A Terra esqueceu-a"
Italo Calvino, As Cidades Invisíveis

Cidades Invisíveis - Vamos falar de Livros?




"Depois de passar seis rios e três cadeias de montanhas surge Zora, cidade que quem viu uma vez nunca mais pode esquecer. O homem que sabe de cor como é Zora, nas noites em que não consegue dormir imagina que anda pelas ruas e recorda a ordem em que se sucedem o relógio de cobre, o toldo às riscas do barbeiro, o repuxo dos nove esguichos, a torre de vidro do astrónomo." Italo Calvino


22 de Abril


21h30




A propósito do dia do mundial do livro, a 23 de Abril, a Associação Cultural Respigarte e a Livraria Trama quiseram colocar algumas questões àqueles que parecem ter com os livros uma relação que vai muito além do consumo. O livro, produzido e reproduzido em massa, continua a ser objecto de culto. Numa época em que as montras das livrarias se renovam diariamente, ao ritmo incessante das publicações, porque razão se procuram tanto alguns títulos esgotados?Cada livro é um edifício, uma construção no leitor. A cada nova leitura vai-se formando um bairro, com largas avenidas, becos estreitos, pontes, jardins. Como se arquitecta esta cidade invisível? Qual o percurso do leitor, de que modo passa de uma construção para outra e, acima de tudo, como se relaciona a nossa cidade com a cidade do leitor ao nosso lado. Queremos saber qual o ponto de encontro, que caminhos se usaram para chegar a Roma. Todos são possíveis, como se sabe. Serão convidados escritores, músicos, tradutores, editores, encenadores e, acima de tudo, LEITORES.

Diana Mascarenhas vai desenhar ao vivo o mapa da nossa cidade, o roteiro das nossas leituras.


Moderação

Rosa Azevedo


Convidados

Jorge Silva Melo

Pedro Vieira

Francisca Cortesão - Minta

Abel Barros Baptista

Jorge Fallorca

Luís Filipe Cristóvão

José Mário Silva

(outros que tais, ainda por confirmar!)


Actualizações sobre as misteriosas linhas desta conversa:





curso de literaturas americanas


curso de literaturas americanas

rosa azevedo e joão santos


de 21 de Abril a 19 de Maio

3as feiras, das 19h às 20h


Literatura hispano-americana

Realismo Mágico

Juan Rulfo, Júlio Cortázar e Jorge Luís Borges

Literatura norte-americana

Poesia Prosa – Literatura Pós II Guerra Mundial

Sócios 15€ - Não Sócios 20€*

Centro InterculturaCidade
Rua dos Poiais de S. Bento, nº 73 A

Para inscrições e outras informações



936584536


*Ser sócio da Respigarte custa 5€ por ano. A inscrição pode ser feita no acto de pagamento do curso.

domingo, 5 de abril de 2009

Novas datas do Clube do Livro

9 Maio - Mistério do Vális , Philip K Dick
20 Junho - Leste do Paraíso, Steinbeck
25 Julho - Lua e cinco tostões, S. Maugham
19 Setembro - Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón
31 Outubro - Mesmo Mar, Amos Oz


Apareçam no mais divertido dos Clubes do Livro, na Trama, como sempre. Basta que tenham lido e podem falar connosco e com a pessoa que escolheu o livro. O meu é, claro, o Steinbeck. Falarei mais dele nessa altura... Até lá!

Livros para encher a alma e os olhos











Livraria Trama

Há em Lisboa uma livraria à séria. Para além de livros tem paredes que nos fazem ter ainda mais vontade de os ler. Mas o que faz mesmo a livraria, o que a torna única nesta estranha cidade, são os que a fazem e que realmente gostam de livros. Porque a Catarina e o Ricardo gostam de livros. E neste meio frenético de amantes de livros poucos são os que realmente são apaixonados por eles.

Além de livros há espetáculos e bom café. A visitar e a voltar. Cinco estrelas.

Edição de Livros na Booktailors


Um livro sobre edição é raro. E este é dos bons.



Saber mais aqui.

Se os Poetas Fossem Menos Patetas - Boris Vian

Se os poetas fossem menos patetas
E se fossem menos preguiçosos
Faziam toda a gente feliz
Para poderem tratar em paz
Dos seus sofrimentos literários
Construíam casas amarelas
Com grandes jardins à frente
E árvores cheias de zaves
De mirliflautas e lizores
De melfiarufos e toutiverdes
De plumuchos e picapães
E pequenos corvos vermelhos
Que soubessem ler a sina
Havia grandes repuxos
Com luzes por dentro
Havia duzentos peixes
Desde o crusco ao ramussão
Da libela ao papamula
Da orfia ao rara curul
E da alvela ao canissão
Havia um ar novo
Perfumado do odor das folhas
Comia-se quando se quisesse
E trabalhava-se sem pressa
A construir escadarias
De formas antes nunca vistas
Com madeiras raiadas de lilás
Lisas como ela sob os dedos
Mas os poetas são uns patetas
Escrevem para começar
Em vez de se porem a trabalhar
E isso traz-lhes um remorso
Que conservam até à morte
Encantados de ter sofrido tanto
Dedicam-lhes grandes discursos
E são esquecidos num dia
Mas se trabalhassem mais
Só seriam esquecidos em dois

terça-feira, 24 de março de 2009

borisviana-se clandestinamente

É já na 6a, eu a Joana e Boris Vian, entre o dia do teatro e o da poesia
no Clandestino do Bairro Alto
Rua da Barroca
27 de Março
22h

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Surrealistas na Cordoaria Nacional


Inaugurou o mês passado na Cordoaria uma exposição dos surrealistas portugueses , uma exposição que merece um destaque no Estórias com Livros porque tem as obras dos nossos grandes escritores portugueses surrealistas, cuja pintura fica, normalmente, esquecida. É o caso de Mário-Henrique Leiria, Pedro Oom ou António Pedro.
Uma viagem fantástica pelo mundo surrealista, com quadros e esculturas que mostram bem as várias facetas deste movimento. Sempre defendi que o surrealismo, ainda que fascinante no seu fundo, era muito escolar, um movimento inventado antes de existir. Esta exposição mostra que o surrealismo escolar ficou pelos anos 50 mas que o surrealismo enquanto movimento artístico se estendeu até hoje. Podemos ver quadros de Cesariny de 1998 ou desenhos de Paula Rego e Ana Hatherly. A não perder, até porque esta será a última exposição da Cordoaria, que passará a ser o Museu dos Coches.








desenho de Mário-Henrique Leiria

Hoje é um dia muito especial para nós, cá está o livro em que andamos a trabalhar há tanto tempo. Foi o primeiro livro que a  Snob  e o...