Eu e outro amigo tradutor estamos a criar uma cooperativa de tradução. Pretendemos criar uma estrutura que seja séria e com qualidade de forma a não se afundar nos milhares de CV's que hoje em dia as editoras e as empresas recebem.
Já temos tradutor de Inglês e Francês (as línguas normalmente mais fáceis de encontrar tradutores) e agora precisamos de tradutores de outras línguas. Por isso, se estiverem interessados ou se conhecerem alguém que esteja, entrem em contacto connosco. Por enquanto pode ser para o rosa.b.azev@gmail.com , a seu tempo teremos e-mail próprio, site, etc. E já agora aceitam-se sugestões de nomes! Ainda não conseguimos escolher.
Se estiverem interessados enviem-nos o vosso CV.
Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
A Phala está de regresso
Para quem a Phala acompanha intrinsecamente a Assírio e Alvim, ela voltou e esta é a nova casa dela!
José Alberto Oliveira
uma notícia feliz! que este mundo do livro está a precisar de uns abanões!
"A voz pública tem a teimosia como um defeito; crismada perseverança torna-se uma virtude.
Por teimosia (ou perseverança) A Phala regressa.
Concebida em 1986 por Manuel Hermínio Monteiro, prosseguiu, nesse formato inicial, até 2003. De periodicidade irregularmente trimestal foi assegurando o interesse dos leitores. Instrumento, sem dúvida, da construção da editora que a Assírio & Alvim era e da sua evolução, foi bastante mais que isso. Procurou (e é grato pensar que conseguiu) ser observador atento e agente de divulgação do que a cultura portuguesa ia produzindo – em particular da poesia escrita em português ou em português vertida. A que na altura era escrita e publicada e aquela que tinha de ser recuperada e promovida.
A certa altura, este projecto, na forma que adquiriu, pareceu esgotar-se. À procura de um modelo mais ambicioso, menos rotineiro, A Phala sofreu uma transformação, na forma e no conteúdo. O primeiro número foi publicado, com o privilégio de, até agora, se ter revelado único.
Mudam-se os tempos… (que não as vontades) e teimosamente A Phala regressa, adaptada às novas formas de comunicação. Os objectivos são os mesmos. Deseja-se que a qualidade seja a mesma e mereça, de novo, a atenção de antigos leitores e a nova atenção de outros."
Por teimosia (ou perseverança) A Phala regressa.
Concebida em 1986 por Manuel Hermínio Monteiro, prosseguiu, nesse formato inicial, até 2003. De periodicidade irregularmente trimestal foi assegurando o interesse dos leitores. Instrumento, sem dúvida, da construção da editora que a Assírio & Alvim era e da sua evolução, foi bastante mais que isso. Procurou (e é grato pensar que conseguiu) ser observador atento e agente de divulgação do que a cultura portuguesa ia produzindo – em particular da poesia escrita em português ou em português vertida. A que na altura era escrita e publicada e aquela que tinha de ser recuperada e promovida.
A certa altura, este projecto, na forma que adquiriu, pareceu esgotar-se. À procura de um modelo mais ambicioso, menos rotineiro, A Phala sofreu uma transformação, na forma e no conteúdo. O primeiro número foi publicado, com o privilégio de, até agora, se ter revelado único.
Mudam-se os tempos… (que não as vontades) e teimosamente A Phala regressa, adaptada às novas formas de comunicação. Os objectivos são os mesmos. Deseja-se que a qualidade seja a mesma e mereça, de novo, a atenção de antigos leitores e a nova atenção de outros."
José Alberto Oliveira
terça-feira, 9 de junho de 2009
Teatro
Numa tentativa quase suicida de trazer qualidade ao supermercado livreiro onde um dia tive a sorte de trabalhar decidi fazer uma mega campanha de teatro, em Setembro, a ser preparada para já. Livros que nunca cá chegaram, grandes mestres, livros sobre Commedia del'Arte ou Teatro do Absurdo, esses monumentos teatrais de que tão pouco falamos. E depois recuperar as grades peças que em Portugal não se encontram, Jon Fosse, Bernard Marie-Koltés, Martin Crimp... E claro sem esquecer o teatro de marionetas, também tão mal explorado cá. Enviem-me sugestões, de importação ou nacional, para eu preencher a minha lista maravilha! Que se espalhe o teatro por aí!
Chico Buarque tem novo livro

Eu amo o Chico e talvez a imparcialidade seja difícil (está a ser muito comum este problema neste blog). Mas amanhã sai o novo livro dele Leite Derramado.
O último livro dele , Budapeste, foi um arrepio na alma, daqueles que se saboreiam e que surpreendem sempre. Porque ele cantava e bem. E de repente escrevia e bem. Apesar de ser outro Chico. Os outros livros dele já eram uma janela, Budapeste foi um terraço sobre o rio. Amanhã estarei no 1º lugar da fila para ver se este livro é ou não a casa com vista para o mar com que andei a sonhar estes últimos milénios.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
os Mal Comportados
Ainda não percebi muito bem quem acredita nos mal-comportados. Pedem-se demasiadas explicações. A única explicação possível é que precisamos de uma ruptura. Não vamos, nem temos essa pretensão, retirar o lugar a ninguém. Vamos criar novos lugares. É esse o segredo, encontrar espaços de vácuo, textos reais ainda não lidos. Por enquanto relembramos os antigos, Cesariny, Sylvia Plath, Guy Debord, Vaneigem, Tristan Tzara. E vamos preparando o caminho e aquecendo os espíritos. Antes ser abalado um minuto por um poema do que viver sempre nos carris da literatura.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Associação Cultural Respigarte e Associação InterCultura Cidade apresentam
CURSO DE LITERATURAS EUROPEIAS
Rosa Azevedo & João Santos

Uma viagem sem rumo pelos escritores europeus do séc. XX
9 a 30 Junho 2009
3as feiras
19h – 20h
Centro InterculturaCidade
Rua dos Poiais de S. Bento, nº 73 A
Rua dos Poiais de S. Bento, nº 73 A
Para inscrições e outras informações:
www.respigarte.blogspot.com
respigarte@gmail.com
936584536
*Ser sócio da Respigarte custa 5€ por ano. Inscrição pode ser feita no acto de pagamento do curso.
respigarte@gmail.com
936584536
*Ser sócio da Respigarte custa 5€ por ano. Inscrição pode ser feita no acto de pagamento do curso.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Clarice Lispector
Pediram-me que desse mais uma oportunidade a Lispector com este livro. E estou sem palavras, é difícil falar de Lispector. Foi como se ela falasse comigo, me contasse uma história que podia ser a minha. Não consigo falar deste livro de outra forma, Lori podia ser eu e é só assim que consigo vê-la, sem distanciamento. É como uma bandeira de esperança e beleza. Cada palavra é uma flor. E uma certa dor, também. Leiam e sintam-na, não tentem entendê-la. Lispector, mais do que ler, saboreia-se.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Paul Celan
Paul Celan é um poeta romeno de língua alemã que nos chega pela tradução de João Barrento. De alemão não percebo nada mas confiando na tradução sinto-me arrebatada de cada vez que o leio. É monumental, daquela poesia que nos revolve as entranhas só de desfilar em frente aos nossos olhos. A ler, sempre, muitas e muitas vezes.
Elogio da Distância
Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in Sete Rosas Mais Tarde
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
Elogio da Distância
Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in Sete Rosas Mais Tarde
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
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Hoje é um dia muito especial para nós, cá está o livro em que andamos a trabalhar há tanto tempo. Foi o primeiro livro que a Snob e o...





