quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

isto vai ser o máximo!


O próximo convidado do ciclo de conferências Livres Pensadores, que regressa dia 18 de Fevereiro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, é Christopher Hitchens. Hitchens (n. 1949) é frequentemente considerado um dos mais proeminentes representantes do moderno ateísmo, e é descrito como fazendo parte do movimento do “novo ateísmo”. O seu livro Deus não é Grande - Como a religião envenena tudo (D. Quixote/ LeYa), publicado em 2007, levou a que ascendesse a essa posição de grande destaque. É colaborador da Vanity Fair e professor convidado de estudos liberais na New School. A conferência que fará na Casa Fernando Pessoa intitula-se A Urgência do Ateísmo/ Necessity of Atheism e tem tradução simultânea. A entrada é livre.

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley


(o poema que inspirou Mandela na prisão. Impressionante.)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

e salta um programa quentinho, acabado de fazer, para o nosso workshop




9 Março – realismo, naturalismo, simbolismo, revoluções culturais do início do século, abertura para o modernismo

16 Março – modernismo, contexto cultural da época: os intelectuais e a literatura

23 Março – surrealismo: surrealismo a tempo (Cesariny), surrealismo tardio (Mário Henrique Leiria), surrealismo disfarçado (Alexandre O'neill), outros surrealismos (Luiz Pacheco)

30 Março – neo-realismo: movimento revolucionário com máscara (Mário Dionísio, Soeiro Pereira Gomes, Carlos de Oliveira). O cinema neo-realista.

6 Abril – literatura tradicional – sem tempo e sem escrita.

13 Abril – anos 50 a 70: literatura sem marca. Literatura feminina. Vergílio Ferreira e o Existencialismo.

20 Abril – nova literatura: novos autores, consagrados e outros, revistas literárias, consagradas e outras.

27 Abril – balanço.

eu bem disse que não havia nada que ele me dissesse para comprar que eu não comprasse

e desta feita foi este





ainda por cima há uns dias recebi um e-mail que me informava que o Pitta nasceu moçambicano mas que hoje já é português.

uma pequena arma para o meu curso de literatura. as inscrições estão quase fechadas! e estão mesmo, não é truque de charme!

hoje pediram-me que lesse este


editado na recente e fantástica colecção da D. Quixote, Biblioteca de António Lobo Antunes.
O "Estórias com Livros" gosta e fica contente com as sugestões dos leitores!

Roubei...


... daqui. Não resisti.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Prémio da FIC para Tolentino de Mendonça

Enviaram-me esta notícia boa:

O padre e poeta José Tolentino de Mendonça recebeu ontem o prémio literário Fundação Inês de Castro (FIC) pelo livro O Viajante sem Sono (Assírio e Alvim, 2009). Após receber o prémio das mãos do reitor da Universidade de Coimbra (UC), Fernando Seabra Santos, o autor revelou que recorda nesta sua obra "amigos que morreram e que continuam comigo". Frisou ainda que "a poesia é uma forma de partilhar com eles o lume". O prémio da FIC distingue obras de expressão literária sobre motivos "inesianos" (alusivos à cortesã castelhana cujo assassinato terá sido perpetrado no espaço da actual Quinta das Lágrimas, em Coimbra, onde a lenda situa igualmente os amores de Inês e D. Pedro I).

"A poesia de Tolentino de Mendonça é uma poesia de elevação sem retórica do sublime", disse na ocasião o professor universitário José Carlos Seabra Pereira, membro do júri. O docente da Faculdade de Letras da UC realçou o "gosto de dizer as coisas e a beleza do mundo" do premiado, alegando que a sua poética "desconhece as pronúncias de triunfantes de Deus".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

vamos lá a ser um bocadinho fundamentalistas outra vez....

esta foi a minha mais recente compra. e quando me pediram "explicações" esta foi a minha resposta:

"acho muito importante os movimentos radicais como as guerrilla girls. sem radicalismo vamos definhando devagar. não acredito que cada uma das guerrilla girls seja totalmente e no seu íntimo tão radical como o movimento em si. assim como não é bom que existam muito mais realizadores homens do que mulheres, também não faria sentido um movimento artístico como as GG que fomenta uma arte exclusivamente feminina. no entanto é a melhor forma de essa arte feminina ser vista. é preciso sermos radicais para sermos vistas, os homens não precisam disso, são naturalmente privilegiados pelos meios culturais, sociais, etc. quanto aos realizadores homens parece-me que o movimento é semelhante em todo o lado (literatura, pintura, etc) onde havendo poucas mulheres as que são boas são também poucas. mas isso deve-se a um processo cultural onde as mulheres não vingavam e inverter esse processo (porque acredito que hoje em dia já podem vingar, ainda que com limitações) são necessários muitos e muitos anos. nos anos 50 quase não havia mulheres nas faculdades. e 60 anos não é nada para um processo deste género... não acredito que existam áreas artísticas propícias a um determinado género. acredito sim que cada género manifesta de forma muito diferente a sua arte."

e tenho dito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

(we're back) WORKSHOP DE LITERATURA PORTUGUESA SÉC. XX




(a pedido de vários amigos & Etc regressa o curso de Literatura Portuguesa do séc. XX que fiz o ano passa na InterCultura Cidade. Desta vez chama-se workshop porque tem umas surpresas livreiras e literárias e porque não queremos enganar ninguém!)

Este workshop destina-se aos leitores que estão interessados em conhecer autores portugueses mas que não sabem por onde começar. O objectivo é dar uma ideia geral dos movimentos mais importantes do século passado, apresentando autores representativos de cada época. Uma passagem pelo modernismo, pelo surrealismo, ou neo-realismo é, por exemplo, garantida. Vamos experimentar a literatura, ouvir leituras e ouvir pessoas. Aproveitando a variedade de títulos que a livraria tem à disposição haverá espaço para outras curiosidades.

imagem (mais do que) gentilmente cedida por Pedro Vieira

Todas as 3ª das 19h às 20h, de 9 de Março a 27 de Abril, na Livraria Trama

€30,00
N.º Máximo de participantes: 12
inscrições e informações para o e-mail livraria.trama@gmail.com

a este curso seguir-se-ão:
* literatura norte-americana e hispano-americana
* literatura infantil

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não resisto...

Há algumas formas fáceis de fazer com que eu compre um livro. Muitas até, e muitas delas já aqui foram referidas. Hoje li isto na LER:

No meu caso, mesmo conhecendo boa parte da escrita de Lydia, não recordo exactamente onde a li pela primeira vez. Sei que foi na Internet depois de um amigo escritor me ter dito, com aquela convicção que os amigos escritores costumam exibir: "Tu tens mesmo de ler Lydia Davis, ouviste? Tens que ler MESMO!" (as maiúsculas correspondem a um enfático crescendo). E eu fui ler.

José Mário Silva

Primeiro, gosto do José Mário Silva, muito. Depois relembrou-me os cursos de literatura no Intercultura quando aconselhava livros que gostava com a base científica que assenta em "Gosto tanto... ai... ai... é mesmo bom. Nem sei explicar muito bem... Têm de ler." Eram os livros mais lidos. E a Lydia Davis já a comprei! Aqui.

e não é que na Ler deste mês....

o Rui Ramos continua sem ter piadinha nenhuma? Nem o Carlos Vaz Marques lhe dá uma corzinha... Nem quando refere que a esquerda lhe provoca um "efeito de nojo" consegue arrepiar o mais fervoroso revolucionário.

Maria Lamas e o papel activista da mulher na sociedade portuguesa do séc. XX

O séc XXI ainda nos pede para falarmos da condição da mulher nas artes. Ainda que seja possível verificar muitos avanços, há algumas ár...