Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
os movimentos de ruptura (ainda os "mal comportados")
Enquanto me misturo em folhas e livros para o workshop que aí vem penso nas rupturas que os "mal comportados" procuram. Tudo o que hoje nos chega da Literatura Portuguesa do século passado é fruto de rupturas, manifestos que contestam a literatura anterior. O Realismo (ainda no século XIX) e a Geração de 70 contestam o Romantismo, o Modernismo contesta o Realismo, a Presença o Modernismo, o Surrealismo a Presença, o Neo-realismo o Surrealismo... (isto claro na vertente simplista da "coisa" que nada disto é bem assim). Seja como for vê-se o que é original, lê-se o que é novo e que provoca os espíritos. O Surrealismo poderia ser mais provocador do que o Neo-realismo mas o Neo-realismo era mais importante naquela fase, mais necessário. O mesmo se passou no cinema, nas artes plásticas. O mesmo acontece na vida de todos os dias, onde os momentos que nos definem acabam por ser os movimentos de ruptura e revolta, não necessariamente negativos. Aliás na literatura quase nenhum movimento foi na verdade um movimento de ruptura negativa. Cesário Verde considerado muito próximo do Realismo, chamou a atenção para a Teoria das Correspondências, de Baudelaire, que fez nascer o Simbolismo cujo principal autor foi Camilo Pessanha que foi editado pela primeira vez pelos Modernistas.
O que importa aqui é que as rupturas são necessárias, saudáveis e as melhores amigas da criatividade e da arte original. Há décadas que não assistimos, aqui e no resto do Mundo, a verdadeiros movimentos de ruptura literária. Talvez porque esta democratização da Literatura (tão ambígua que ela é) onde tudo se lê e todos lêem dispersou a Literatura por aí. Ou então porque esta mesma democratização permitiu que o que se faz chegue a um maior número de pessoas. Porque na primeira metade do século passado muito do que se escreveu não chegou até nós.
É dessa ruptura que estamos a precisar. Em todas as áreas. Estamos artística e ideologicamente adormecidos, reeditam-se dinossauros mal comportados mas arrisca-se pouco ou nada em novos nomes mal comportados. Temos de os encontrar. Eles estão por aí.
O que importa aqui é que as rupturas são necessárias, saudáveis e as melhores amigas da criatividade e da arte original. Há décadas que não assistimos, aqui e no resto do Mundo, a verdadeiros movimentos de ruptura literária. Talvez porque esta democratização da Literatura (tão ambígua que ela é) onde tudo se lê e todos lêem dispersou a Literatura por aí. Ou então porque esta mesma democratização permitiu que o que se faz chegue a um maior número de pessoas. Porque na primeira metade do século passado muito do que se escreveu não chegou até nós.
É dessa ruptura que estamos a precisar. Em todas as áreas. Estamos artística e ideologicamente adormecidos, reeditam-se dinossauros mal comportados mas arrisca-se pouco ou nada em novos nomes mal comportados. Temos de os encontrar. Eles estão por aí.
MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA MYRA
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
enviaram-me esta foto com o seguinte comentário:
oh... Tão bom e eu a trabalhar, não posso ir, alguém me conta como foi?
Encontros IELT 2010 – Máscaras , mistérios e segredos FCSH/UNL
25 de Fevereiro
10H00
Das máscaras e dos processos
- Figuras do outro: máscaras, efígies e segunda pele – Carlos Augusto Ribeiro
- Do rosto como máscara no teatro latino – Inês de Ornellas e Castro
- A máscara: do rito ao teatro – André Gago
- A máscara da identidade: donzela ou guerreiro? Reminiscência de mitos e de
cultos ancestrais – Natália Nunes
- Máscaras Transmontanas: do registo escondido à emblematização – Paula
Godinho
15H00
A máscara no modernismo português
- Fernando Pessoa: Introdução ao uso da máscara - Teresa Rita Lopes
- "Brincar a ser muitos". Máscaras do policial pessoano - Ana Freitas
- Fernando Pessoa: A Arte de se "outrar" - Luísa Medeiros
- A Escrita epistolar: Entre o rosto e a máscara - Manuela Parreira da Silva
17h30
Apresentação pública do no 24 da Sigila - revista transdisciplinar luso- francesa sobre o segredo, com Florence Lévi, Carlos Carreto e Bracinha Vieira
26 de Fevereiro
10H00
Segredos e mistérios
- Metáforas de origem, instrumentos de poder e identidade: "mistérios e segredos" na tradição oral entre os Bunak, Timor-Leste – Lúcio Sousa
- Segredinhos, segredos e enigmas - Ana Paula Guimarães • Imagens, enganos e desenganos – a neutralização da fábula nas «fábulas
tradicionais» - Ana Paiva Morais
- Revelar segredos em web vídeo- Filomena Sousa
12H00
Conferência de encerramento: O rosto e a máscara – Jorge Crespo
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
E junto aos arquitectos eis que surge José Tolentino Mendonça, com uma tirada destas:
A arte nasce de um mal estar. A fé nasce de uma ferida. Nascem os dois de uma procura de algo mais. Como dizia Sá-Carneiro, precisamos de "um pouco mais de azul".
Não é facil falar de religião num momento em que a religião ou nos cega ou nos revolta. Torna-se cada vez mais difícil reconhecer na religião uma espiritualidade desinteressada. O Tolentino ainda consegue. Ainda assim, e quando fala da poesia, considera-se um "poeta profano".
É esta a escrita dele:
"Acho que o sentido por excelência de um escritor é o ouvido. E, mesmo se não escrevo todos os dias, estou sempre atento à conversa humana, às palavras, ao seu ritmo, à sua temperatura. Estou sempre a tomar apontamentos, pequenas anotações. E daí parto para outras associações, preencho lacunas, continuo frases. Essa é a minha oficina."
mais uma pérola do nosso querido valter hugo mãe
Em entrevista à revista OS MEUS LIVROS deste mês:
Tens um poema intitulado "valter hugo mãe" que começa assim: "o rapaz dotado de três mortes / tem o nome exactamente igual ao meu". Por acaso sabes quantas ele já gastou?
As três. Não pode gastar mais nenhuma. Mas quer morrer menos do que nunca. No meio da confusão, talvez me sinta mais feliz do que nunca. Enfim, uma felicidade assim consciente, porque vejo em meu redor tanta coisa a desmoronar que é impossível ser-se feliz à grande. Já não corro para a morte. Faço caso e deixo que seja ela a vir apanhar-me, se assim o entender. agradeço que me ignore um pouco, anseio sempre pelo Verão.
Tens um poema intitulado "valter hugo mãe" que começa assim: "o rapaz dotado de três mortes / tem o nome exactamente igual ao meu". Por acaso sabes quantas ele já gastou?
As três. Não pode gastar mais nenhuma. Mas quer morrer menos do que nunca. No meio da confusão, talvez me sinta mais feliz do que nunca. Enfim, uma felicidade assim consciente, porque vejo em meu redor tanta coisa a desmoronar que é impossível ser-se feliz à grande. Já não corro para a morte. Faço caso e deixo que seja ela a vir apanhar-me, se assim o entender. agradeço que me ignore um pouco, anseio sempre pelo Verão.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
ai... ai... que o Jorge Silva Melo mudou o texto... Vamos lá acabar com o preconceito. Com Sófocles e JSM no coração, entre os do Teatro, os maiores

Rei Édipo
Sala Garrett
Teatro Nacional D. Maria I
18 de Fev a 28 de Mar 2010
4ª a Sáb. 21h30 | Dom. 16h
Escrita por Sófocles por volta de 427 a.C., Rei Édipo foi considerada por Aristóteles o mais perfeito exemplo de tragédia. No mito de Édipo, confrontamo-nos com as nossas perguntas sobre a identidade do poder, a ascensão e queda dos vitoriosos, a incerteza da vida, a relação entre o público e o privado, o desígnio do destino em oposição ao livre arbítrio. Jorge Silva Melo apresenta uma nova versão desta tragédia que é uma das peças mais adaptadas e interpretadas em todo o mundo.
A peste atinge a cidade. E o Rei Édipo quer saber porquê. Juntam-se as gentes à porta do palácio. E o Rei vem ter com a multidão e diz:
Nas ruas,
há gemidos, cantos fúnebres, lamentos.
Mas chora o quê a nossa cidade?
Que esperais?
De pergunta em pergunta, de resposta em resposta, os enigmas vão caindo. Édipo quer saber. Quer saber que maldição paira sobre a sua cidade, quer saber quem é. Vai descobrir uma verdade tremenda. Esta é a tragédia do saber.
(a partir de Sófocles)
cenografia e figurinos Rita Lopes Alves
luz Pedro Domingos
música original Pedro Carneiro
espacialização e assistência musical André Sier
acompanhamento dramatúrgico José Pedro Serra
versão e encenação Jorge Silva Melo
com Diogo Infante, Lia Gama, Virgílio Castelo, António Simão, Cândido Ferreira, José Neves, António Banha, Pedro Gil, Américo Silva, André Patrício, Bernardo Almeida, Daniel Pinto, David Pereira Bastos, Elmano Sancho, Estêvão Antunes, Hugo Bettencourt, Hugo Samora, João Meireles, João Miguel Rodrigues, João Delgado, Joaquim Pedro, John Romão, Manuel Sá Pessoa, Miguel Telmo, Miguel Aguiar, Pedro Lamas, Pedro Luzindro, Pedro Cardoso, Pedro Mendes, Ricardo Batista, Ruben Tiago, Tiago Matias, Tiago Mateus, as crianças Beatriz Lourenço e Neuza Campos | Beatriz Monteiro e Margarida Correia | Inês Antunes e Inês Constantino e os músicos Ângela Carneiro, David Silva, Marco Fernandes
assistente de cenografia: Luís Carvalho
caracterização especial: João Prazeres
assistência de encenação: Luís Filipe Costa, João Miguel Rodrigues, Pedro Lamas
assistência de produção: João Meireles
co-produção Teatro Nacional D. Maria II / Artistas Unidos em colaboração com a Orquestra de Câmara Portuguesa
direcção de cena Carlos Freitas/Manuel Guicho
ponto: João Coelho
operação de som: Pedro Costa
operação de luz: Pedro Alves
maquinaria: Rui Carvalheira
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
isto vai ser o máximo!

O próximo convidado do ciclo de conferências Livres Pensadores, que regressa dia 18 de Fevereiro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, é Christopher Hitchens. Hitchens (n. 1949) é frequentemente considerado um dos mais proeminentes representantes do moderno ateísmo, e é descrito como fazendo parte do movimento do “novo ateísmo”. O seu livro Deus não é Grande - Como a religião envenena tudo (D. Quixote/ LeYa), publicado em 2007, levou a que ascendesse a essa posição de grande destaque. É colaborador da Vanity Fair e professor convidado de estudos liberais na New School. A conferência que fará na Casa Fernando Pessoa intitula-se A Urgência do Ateísmo/ Necessity of Atheism e tem tradução simultânea. A entrada é livre.
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
(o poema que inspirou Mandela na prisão. Impressionante.)
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
(o poema que inspirou Mandela na prisão. Impressionante.)
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Hoje é um dia muito especial para nós, cá está o livro em que andamos a trabalhar há tanto tempo. Foi o primeiro livro que a Snob e o...


