domingo, 31 de março de 2013

boris vian e a definição de sentido de humor

"dizer idiotices, por estes dias em que toda a gente reflecte profundamente, é a única forma de provar que temos um pensamento livre e independente."

"a chatice é que entre os críticos o riso parece ser considerado uma actividade um pouco degradante se não for sustentada nas cuecas e nos cornudos."

boris vian




sábado, 30 de março de 2013

ser livreira & as profissões

já aqui escrevi sobre o ser livreira e vou tentar não me repetir. tenho reflectido muito sobre a minha postura perante o trabalho e tenho pensado num sentido para isto que ando aqui a fazer. é incrivelmente assustador termos um trabalho com o qual não nos identificamos mas que por pagar relativamente bem, a horas, com um bom horário e ter uma situação estável se torna um trabalho a manter. eu sempre tive uma postura muito emotiva perante o trabalho e sou incrivelmente ambiciosa. preciso sentir que há um sentido para o que faço. e do LEVA aos cursos, aos eventos, até aos textos que tenho escrito consigo complementar de forma muito eficiente esta lacuna. mas como afirmei tantas vezes a estabilidade e a normalidade fazem-me alguma comichão por isso estes questionamentos são constantes. "isso é muito bom" dirão alguns. sim, pode ser, mas é um sofrimento muito grande muitas vezes. se tivesse 20 anos e estivesse a começar um percurso talvez não me sentisse assim. quando desisti de ser professora e por isso não terminar o estágio profissional fiquei de repente desempregada e sem qualquer visão do que poderia fazer a partir daí. mas não tinha obrigações, rendas para pagar, objectivos a curto prazo. o início dos vintes é a época de possibilidades e a energia é inigualável e os questionamentos muito mais inconsequentes.
muitas vezes penso no que gostava de fazer se pudesse escolher sem as condicionantes que me deixam neste papel em que vivo hoje. e acho que escolhia ser livreira. já fui, sim, com as condicionantes (que são gigantes) que descrevi no link que disponibilizei em cima. mas se sacarmos o melhor do que isso é fico com o emprego perfeito. ser a ponte entre os livros e as pessoas, estar em contacto com livros desconhecidos todos os dias, saber que cada pessoa que se dirige a mim naquele espaço está a pensar os livros.
por isso sinto-me tão encaixada a preparar o Encontro Livreiro (que não é de livreiros, insisto, mas de gentes dos livros) e com tanta vontade de preparar o Dia das Livrarias que me passou tão ao lado o ano passado. portanto decidi viver como livreira sem livraria. sou livreira, pronto. faço quando posso a ponte entre as pessoas e os livros, tento saber as novidades e os livros desaparecidos, passo o dia no meio deles. portanto serve este texto para vos informar que a partir de hoje a minha profissão é livreira, que se querem ser preconceituosos comigo é a essa caixa que têm de recorrer, e que se em papéis oficiais virem outra profissão é porque o mundo tem pouco sentido de paixão e, disparate dos disparates, a nossa profissão é ainda aquela que nos paga as contas. e para que isto faça ainda mais sentido vim escrever este texto para uma livraria. para verem que estou muito convicta desta minha decisão.    

quinta-feira, 28 de março de 2013

IV Encontro Livreiro . 7 de Abril

já muitas vezes falei do Encontro Livreiro e da importância que ele assume no meu ano e no meu trabalho. Agora, a pouco mais de uma semana da próxima edição vou voltar a falar-vos dele. o encontro surgiu em 2010 com a grande energia e vontade da Culsete e do Manuel Medeiros, nosso Livreiro Velho, e da Fátima, com o incentivo único do Luís Guerra que nunca (nunca) desanima nem perde o entusiasmo. é um encontro de pessoas dos livros, num ambiente irreproduzível de intimidade e companheirismo. ali todos falam, não há convidados nem oradores nem mesas redondas. a postura deste encontro é portanto muito diferente de tudo o que se tem feito sobre livros onde uns têm coisas a dizer e outros têm notas a tomar. à volta de um moscatel de setúbal depois do peixe grelhado, num domingo de primavera, conhecemo-nos, falamos, discutimos o futuro do livro. a postura é sempre positiva, o ambiente é sempre descontraído e saímos sempre de lá com o peito cheio. desde o II Encontro que tenho o previlégio de trabalhar de perto com estas pessoas. de me encaixar no mesmo espaço e no mesmo entusiasmo, de saber que há sempre um último domingo de Março (salvo esta excepção, por causa da Páscoa) onde podemos abertamente dizer o que pensamos, debater ideias no verdadeiro sentido do debate e entender de forma aberta quais as ideias e as posturas de cada pessoa neste contexto. ali conhecemos pessoas de quem sempre ouvimos falar, revemos "amigos do Encontro Livreiro". dois meses antes começamos a encontrar pessoas na rua ou em lançamentos e a despedirmo-nos com o habitual "vemo-nos em Setúbal". por isso vemo-nos em Setúbal na tarde de 7 de Abril, na Culsete. deixo-vos em baixo o press que estamos a usar e qualquer informação que precisem estou à disposição ou têm sempre o blog do Encontro, Isto Não Fica Assim.
deixo ainda a notícia já aqui falada dos nossos Livreiros da Esperança 2013 Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira da Livraria Galileu em Cascais que serão homenageados neste dia. para além disso vamos organizar / pensar o Dia das Livrarias, numa parceria entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago, já celebrado pela primeira vez em 2012. 
portanto, até dia 7, como sempre, às 15h. a livraria Culsete fica em Setúbal, aqui.  

cartaz de Pedro Vieira

 
No próximo dia 7 de Abril, pelas 15 horas, a livraria Culsete, em Setúbal, recebe a IV edição do Encontro Livreiro.

O Encontro Livreiro é um espaço de debate e troca de ideias povoado por gentes do livro, de livreiros a editores, passando por escritores, revisores, tradutores e várias outras profissões directamente relacionadas com o universo do livro. É, sobretudo, um espaço povoado por leitores, condição transversal a quem trabalha no sector editorial e livreiro e a quem, não trabalhando, se reconhece na familiaridade que a partilha de livros e leituras oferece a quem neles se reconhece.

À semelhança da edição anterior, o Encontro Livreiro atribuirá o diploma “Livreiros da Esperança”, este ano distinguindo Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira, livreiros da Livraria Galileu (Cascais), que celebrou em Dezembro passado quarenta anos de actividade. Lembramos que o livreiro distinguido na edição passada foi Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança (Funchal).

No âmbito do Encontro Livreiro, que começou a reunir na Culsete por iniciativa de Manuel Medeiros, livreiro da casa, com a colaboração de Fátima Medeiros e Luís Guerra, vários projectos têm vindo a surgir e queremos que outros possam nascer da troca de ideias e pontos de vista que este Encontro pretende ser. O Dia das Livrarias, numa parceria entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago, assinalou-se em 2012 e voltará a assinalar-se este ano, prevendo-se que do IV Encontro saiam novidades sobre a sua organização. Também outros encontros nasceram deste encontro inicial: na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, aconteceu no passado dia 24 o I Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, e noutras livrarias espalhadas pelo país começam a preparar-se novos encontros, de modo a descentralizar este espaço de discussão e ideias, levando o debate a todas as partes onde haja quem queira nele participar.

Sara Figueiredo Costa

domingo, 24 de março de 2013

on boris



com quinze textos escolhidos, a última comida congelada do frigorífico, quase a partir rumo a sei lá o quê na rua, eu e o boris passamos juntos um domingo do caraças. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

arquitectos&poesia


Uma pedra na cabeça da mulher; e na cabeça
da casa, uma luz violenta.
Anda um peixe comprido pela cabeça do gato.
A mulher senta-se no tempo e a minha melancolia
pensa-a, enquanto
o gato imagina a elevada casa.
Eternamente a mulher da mão passa a mão
pelo gato abstracto,
e a casa e o homem que eu vou ser
são minuto a minuto mais concretos.

A pedra cai na cabeça do gato e o peixe
gira e pára no sorriso
da mulher da luz. Dentro da casa,
o movimento obscuro destas coisas que não encontram
palavras.
Eu próprio caio na mulher, o gato
adormece na palavra, e a mulher toma
a palavra do gato no regaço.
Eu olho, e a mulher é a palavra.

Palavra abstracta que arrefeceu no gato
e agora aquece na carne
concreta da mulher.
A luz ilumina a pedra que está
na cabeça da casa, e o peixe corre cheio
de originalidade por dentro da palavra.
Se toco a mulher toco o gato, e é apaixonante.
Se toco (e é apaixonante)
a mulher, toco a pedra. Toco o gato e a pedra.
Toco a luz, ou a casa, ou o peixe, ou a palavra.
Toco a palavra apaixonante, se toco a mulher
com seu gato, pedra, peixe, luz e casa.
A mulher da palavra. A Palavra.

Deito-me e amo a mulher. E amo
o amor na mulher. E na palavra, o amor.
Amo com o amor do amor,
não só a palavra, mas
cada coisa que invade cada coisa
que invade a palavra.
E penso que sou total no minuto
em que a mulher eternamente
passa a mão da mulher no gato
dentro da casa.

No mundo tão concreto.

Herberto Helder

arquitectos&poesia


P O V O A M E N T O


No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera

Ruy Belo

arquitectos&poesia



 
 
Há cidades cor de pérola onde as mulheres
existem velozmente. Onde
às vezes param, e são morosas
por dentro. Há cidades absolutas,
trabalhadas interiormente pelo pensamento
das mulheres.
Lugares límpidos e depois nocturnos,
vistos ao alto como um fogo antigo,
ou como um fogo juvenil.
Vistos fixamente abaixados nas águas
celestes.
Há lugares de um esplendor virgem,
com mulheres puras cujas mãos
estremecem. Mulheres que imaginam
num supremo silêncio, elevando-se
sobre as pancadas da minha arte interior.

Há cidades esquecidas pelas semanas fora.
Emoções onde vivo sem orelhas
nem dedos. Onde consumo
uma amizade bárbara. Um amor
levitante. Zona
que se refere aos meus dons desconhecidos.
Há fervorosas e leves cidades sob os arcos
pensadores. Para que algumas mulheres
sejam cândidas. Para que alguém
bata em mim no alto da noite e me diga
o terror de semanas desaparecidas.
Eu durmo no ar dessas cidades femininas
cujos espinhos e sangues me inspiram
o fundo da vida.
Nelas queimo o mês que me pertence.
o minha loucura, escada
sobre escada.

MuIheres que eu amo com um des-
espero .fulminante, a quem beijo os pés
supostos entre pensamento e movimento.
Cujo nome belo e sufocante digo com terror,
com alegria. Em que toco levemente
Imente a boca brutal.
Há mulheres que colocam cidades doces
e formidáveis no espaço, dentro
de ténues pérolas.
Que racham a luz de alto a baixo
e criam uma insondável ilusão.

Dentro de minha idade, desde
a treva, de crime em crime - espero
a felicidade de loucas delicadas
mulheres.
Uma cidade voltada para dentro
do génio, aberta como uma boca
em cima do som.
Com estrelas secas.
Parada.

Subo as mulheres aos degraus.
Seus pedregulhos perante Deus.
É a vida futura tocando o sangue
de um amargo delírio.
Olho de cima a beleza genial
de sua cabeça
ardente: - E as altas cidades desenvolvem-se
no meu pensamento quente.




Herberto Helder

arquitectos&poesia




Oh as casas as casas as casas


Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
Elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
Respirei – ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas


Ruy Belo

quinta-feira, 14 de março de 2013

angústias para todas as refeições

escrevo este texto mais para mim do que para qualquer outra pessoa, mas enfim, levam comigo, também não dói.
(neste momento já perdi pelo menos 4 dos 5 leitores deste texto.)
ando numa fase de alinhamento profissional. com um trabalho que não me enche as medidas invento muitos trabalhos para manter a cabeça a funcionar. luto com o cansaço, a falta de tempo, a vontade de ficar a olhar para a parede. leio livros, blogs, sites, penso em permanência em novas ideias. depois fico mentalmente exausta e lido com isso como posso, com dias mais angustiantes do que outros.
ultimamente tenho tido dificuldade em lidar com o meu lado mais emocional. sinto que a emoção vai tomando conta do que escrevo (e agora vou centrar isto nos blogs) e quando um texto tem um lado racional e um lado emocional, normalmente é o lado emocional que é mais forte e que se vê. e esse é falado e comentado, mas mais nenhum lado. e assim fico sem perceber o valor, o propósito, a conveniência do que escrevo. vivo tudo isto com uma imensa solidão, poucos amigos lêem o que escrevo, e os que lêem pouco falam. nestes momentos de crise e de questionamento do que realmente vale o que faço, preciso de uma visão externa.
como dizia há pouco uma amiga, os momentos de crise servem para colocarmos em perspectiva o que fazemos e o que queremos e como queremos fazê-lo. quem me conhece sabe que esses momentos de questionamento são muito mais e mais intensos do que os momentos de tranquilidade. e em perspectiva neste momento só consigo ver que a normalidade não me diz nada. leio dezenas de entradas de blogs de livros por dia e questiono-me sempre: porquê dizer que determinado autor ganhou determinado prémio sem comentar esse prémio? porque raio perder tempo com uma crítica literária a um livro se me limito a contar a história? tenho sempre opiniões, e muitas, sobre tudo. a minha questão é se não pareço uma miúda da escola a falar de livros.
outra questão é se não digo determinadas coisas apenas para provocar determinadas reacções deixando assim de ser absolutamente livre no que escrevo. esta frase relida é idiota eu sei, porque isso é o normal quando se escreve, mas também não vou explicar melhor.
na verdade o que eu devia ser sempre era mais independente. mais do que me tenho pautado sempre por ser. preocupar-me menos que determinadas pessoas se sintam ou não identificadas com o que escrevo. e se esconder a emoção passo a ser um balão em final de festa.
portanto é isso, vou continuar a escrever sobre o que me apetece, e criticar quem me apetece, e a escrever textos que parecem ter sido tirados do armário da sininho quando amo um livro. e quando esta crise passar vou voltar à minha postura. deixem-me só navegar mais uns dias em insegurança e queixumes. vou tentar fazê-lo em silêncio.

segunda-feira, 11 de março de 2013

onde pára o boris vian?

muitos me têm pedido novas do meu boris vian. devo dizer-vos que raras vezes desisto de um projecto a meio, e este agora sim vai lançado ao infinito. estou naquela chamada primeira fase que ocupa talvez 90% do tempo de todo o trabalho. estou a ler biografias, os romances, os poemas, as peças de teatro. neste momento releio o L'arrache-coeur, dez anos depois da primeira vez que o li e é incrível como tenho os ambientes, aquela família e aquela casa recortados na memória. releio o boris, leio o boris, penso o boris, conheço os amigos, a família, os hábitos, as mil profissões. o boris é um mistério, como uma personagem de quem não se conhece o real e esse mistério arrepia-me a curiosidade.
como não tenho prazos porque fui eu que "inventei" este projecto vivo com o boris vian tranquilamente todos os dias. nunca saio de casa sem um dos livros dele, passo nas livrarias a encomendar livros de queneau, sartre ou beauvoir, passo pela minha estante de livros franceses, que tem a vantagem de estar completa porque estes ninguém me pede emprestados e descubro que afinal não tenho o la force des choses, mas tenho o une morte trés douce, os dois da beauvoir. depois tiro da estante o la nausée do sartre, e ao lado encontro o le soleil et l'acier, do mishima que já não tem a ver com o boris, mas folheio-o com a paixão do mishima, descubro que o suicídio dele não só foi planeado e conhecido como público, e que nesse mesmo dia pôs o último ponto final no últino volume da tetralogia le mer de la fertilité, cujo primeiro volume encomendei esta semana de frança porque em portugal não existe esta pérola.
de repente estou na sala com a rádio baixinho, rodeada de boris vian e amigos, e também lá está o mishima e outros tantos que foram sendo arrastados para aqui.
é neste ponto que está o meu trabalho. nos serões a ler, no conhecer o boris como quem conhece devagar um amigo que será próximo. nunca tinha vivido todos os dias tão intensamente com um só autor. e é do caraças. não só por ser o boris, é porque passamos os dias com tanto para ler que não dedicamos nunca tanto tempo só a um autor. e não o conhecemos com esta profundidade.
de forma mais pragmática posso dizer que já escolhi poemas, citações dele e de amigos, muitos dados biográficos, tenho algum trabalho adiantado. falta a parte (bem mais dolorosa para mim) de criar o corpo do espectáculo. fogo de artifício de inseguranças. penso muito nisso (passo grande parte do meu dia a pensar no boris) e tenho muitas ideias. mas tudo me parece muito longe do que quero fazer. vamos ver.
ficam a saber que não desisti, muito longe disso. estou encantada de boris, rodeada de boris, tonta de boris, em absoluto fascínio. claro que é solitário, continuo à espera dos vossos boris. que isto de trabalhar sozinha pode parecer muito tranquilo mas o que faço quando, ao ler a lista de neologismos do L'arrache-coeur encontro a palavra psychoser, assim qualquer coisa como psicoisar em português e me encanto a rir, eu que adoro neologismos?

O Meu Suicídio / Rui Caeiro

|SNOB ALERT| |NOVO LIVRO| O Meu Suicídio  de Henri Roorda Capa sobre pintura de Rui Cunha Viana Design e paginação de Pedro Simões Revisão ...