Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
terça-feira, 8 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
na Pó dos Livros, num dia surrealista - os artistas
joão oliveira
joana marques
manuela fabião
vera pinto basto
helena marteleira
lúcia lemos
anabele bernardo
josé ricardo
ana gabriela pereira
maria joão marques
fernando marques
graça franco
diana pais
joana ribeiro
joão branco
catarina nabais
andreia moreira
joana marques
manuela fabião
vera pinto basto
helena marteleira
lúcia lemos
anabele bernardo
josé ricardo
ana gabriela pereira
maria joão marques
fernando marques
graça franco
diana pais
joana ribeiro
joão branco
catarina nabais
andreia moreira
os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (VI)
o início de um poema é possivelmente o mais desinteressante era aquela conversa de café, as banalidades de outro dia igual, as queixas do costume, os planos nunca concretizados os desejos deverá haver um bom sentimento antes de vos ter era incompleta depois irei a correr até ver o sol nascer momento de libertação olhando o infinito e o universo inteiro e vasto, feito também dessas desilusões e efeitos especiais é o que se espera. Mas não estou para isso porque não quero partir, a mudança assusta e a rotina conforta. mas o arrependimento, esse, impele a agir, a deixar marca magia como milho cozido entre as tuas pernas, pele de pêssego mas também marmelo e avelã. aliás, toda ela era uma orgia de frutas... aquelas que são mais doces e ficam com o sabor no céu da boca a conversar com o palato. mas agora deixa-me degustar este copo de vinho e pastéis de bacalhau com sabor a colher de pau! o marx queria ter um fax que insiste em não chegar. horas e horas à espera de notícias que não chegam. passam os segundos, os minutos, as horas em que leio os pensamentos daqueles que não amam, como se eu fosse um débil mental.
os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (V)
ela disse, muito assertivamente, dobras e colas por baixa estatura mas com uma certa pinta. foram passear mas ele, presunçoso e gabarolas, afastou todo o interesse que ela pudesse sentir por ele e foram embora tristes, tropeçamos provavelmente na ternura dos dias quentes e doces dias desejados há muito, mas que ficaram longe de trás para a frente, ou até a fazer o pino! e depois, meu estupor, tu que bates à porta às 3h da manhã, seu poço de vícios, que monopolizas tudo em teu redor e róis maçãs de forma ordinária, ou não, o que me interessa é senti-lo, apalpá-lo, lambe-lo, saboreá-lo, comê-lo, devorá-lo!!! e nós? e apesar de tudo isto, tenho cera nos ouvidos e apetece-me comer penne. rigatti ou argamassa do exército, como lhe chamava o velho hábito de comer tudo até rebentar e sentir a enorme culpa. por minha culpa. por minha tão grande culpa. perdão.
amen.
amen.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (IV)
e se fosses dar uma volta?
todas as mãos e o oscar wilde.
voulez-vous coucher avec moi, ce soir?
é uma pastilha elástica.
porquê fazer perguntas?
isso e muito mais.
porque é que é obrigatório olhar as pessoas nos olhos quando estamos a falar com elas?
não sei.
vamos evoluir para quê?
porque gosto de a sentir a percorrer-me o rosto.
o que é isto?
vou quando eu quiser.
a que cheiram os dias cinzentos?
foi a água que correu muito depressa.
quer um sumo de laranja?
ela quer um cigarro.
todas as mãos e o oscar wilde.
voulez-vous coucher avec moi, ce soir?
é uma pastilha elástica.
porquê fazer perguntas?
isso e muito mais.
porque é que é obrigatório olhar as pessoas nos olhos quando estamos a falar com elas?
não sei.
vamos evoluir para quê?
porque gosto de a sentir a percorrer-me o rosto.
o que é isto?
vou quando eu quiser.
a que cheiram os dias cinzentos?
foi a água que correu muito depressa.
quer um sumo de laranja?
ela quer um cigarro.
os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (III)
se eu fosse feliz no futuro as frases seriam todas no passado.
se me vires irás fotografar muitas mãos em cola.
quando é que isto começa? completaremos o dia.
se tudo termina sairei correndo pela rua.
quando o vento sopra haverá chuva.
se chover, amo-te. será no dia em que chegaremos à lua.
se o sol conseguir chover para o ano irás a paris.
quando a chuva parar o mundo acabará em mel.
quanto te vieres avisa! iremos a paris. e depois, meu caro, comeremos o mundo inteiro às dentadas.
se o gato esconder o nome escreverás sempre o tempo verbal errado.
se me vires irás fotografar muitas mãos em cola.
quando é que isto começa? completaremos o dia.
se tudo termina sairei correndo pela rua.
quando o vento sopra haverá chuva.
se chover, amo-te. será no dia em que chegaremos à lua.
se o sol conseguir chover para o ano irás a paris.
quando a chuva parar o mundo acabará em mel.
quanto te vieres avisa! iremos a paris. e depois, meu caro, comeremos o mundo inteiro às dentadas.
se o gato esconder o nome escreverás sempre o tempo verbal errado.
os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (II)
quando espreito atrás da porta digo-te o segredo.
e se afinal? vamos continuar a existir.
quando ela põe o vestido azul conta uma história com um tom de amarelo.
quando o mar estiver vermelho o futuro não existirá. mas um dia hei-de lá chegar.
se estiver alguém à minha espera a vida será amada.
quando eu crescer, um dia gostaria de voar.
quando me sento no sofá se calhar vou ficar confortável. e quando o lobo mau chegar diz-lhe que fui dar uma volta... mas não demoro ok?
e se afinal? vamos continuar a existir.
quando ela põe o vestido azul conta uma história com um tom de amarelo.
quando o mar estiver vermelho o futuro não existirá. mas um dia hei-de lá chegar.
se estiver alguém à minha espera a vida será amada.
quando eu crescer, um dia gostaria de voar.
quando me sento no sofá se calhar vou ficar confortável. e quando o lobo mau chegar diz-lhe que fui dar uma volta... mas não demoro ok?
os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (I)
o que é o saber?
deus esqueceu-se de programar o despertador.
como ficas depois de dormir?
vai pró caralho.
quem somos?
é um túnel sem fim.
o amor perfeito?
talvez.
conseguirá o mundo livrar-se de mim?
muitas vezes ele chora.
e depois! quem és tu?
nem por isso...
porque me sinto tão mal?
bom gosto.
porquê agora?
porque sou mesmo assim.
oh rosa! vamos sair hoje? como se não houvesse amanhã?
está debaixo do teu pé.
a que horas ficas cansado?
claro que sim meu amor, a partir de hoje todos os pasteis de nata serão azuis.
como é que vais lá ter?
porque não aceito.
deus esqueceu-se de programar o despertador.
como ficas depois de dormir?
vai pró caralho.
quem somos?
é um túnel sem fim.
o amor perfeito?
talvez.
conseguirá o mundo livrar-se de mim?
muitas vezes ele chora.
e depois! quem és tu?
nem por isso...
porque me sinto tão mal?
bom gosto.
porquê agora?
porque sou mesmo assim.
oh rosa! vamos sair hoje? como se não houvesse amanhã?
está debaixo do teu pé.
a que horas ficas cansado?
claro que sim meu amor, a partir de hoje todos os pasteis de nata serão azuis.
como é que vais lá ter?
porque não aceito.
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