quinta-feira, 14 de novembro de 2013

mal comportados

para quem ande distraído ou para quem não saiba os mal comportados estão por aí a espalhar charme e mau comportamento.

num blog.

e no facebook.

agradeço aos queridos leitores a divulgação e partilha porque chega de sermos tão doces.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO



30 de Novembro
DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO
uma parceria 
Fundação José Saramago | Encontro-Livreiro


ENCONTRO LIVREIRO ESPECIAL
na livraria Culsete |  Av. 22 de Dezembro, 23 A-B | Setúbal | 16h


Este Encontro Livreiro Especial, que começa pelas 16 horas,
servirá para assinalar este dia tão especial para as livrarias e os livreiros, para conversarmos sobre 


A LIVRARIA, O LIVREIRO, A LEITURA

e para se proceder à entrega do diploma
LIVREIRO DA ESPERANÇA ESPECIAL CULSETE - 40 ANOS,
que continua em subscrição pública precisamente até ao dia 30 de Novembro, aqui.


domingo, 10 de novembro de 2013

Congresso Surrealismos em Portugal

uma malta gira e totalmente crente convidou-me para botar palavra neste congresso. lá estarei dia 18 ao pé de estrelas que me fazem inchar. espreitem o programa todo. clicar para aumentar.











quinta-feira, 7 de novembro de 2013

surrealistas a rockar há 60 anos e hoje ainda (pensamento fresco como uma alface)



"notamos a necessidade dum maior desenvolvimento da 'consciência individual' como forma de evolução duma 'consciência colectiva' que, por si mesma, mantenha a liberdade de acção-movimento a cada um dos seus componentes. A transformação social (meio em que o homem vive) depende fundamentalmente da transformação do homem." 

Mário Henrique Leiria, 1952

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

oh Bandini, Bandini...

em Estrada para Los Angeles (edição Alfaguara 2013, primeira em Portugal) Arturo Bandini é um adolescente. pareceu-me durante toda a leitura que era neste livro que Fante o apresentava como figura tão indescritível como incómoda. não há nada de doce em Bandini. não há amabilidade ou cortesia ou sociabilidade. Bandini é o escritor por conceito sem ser de todo conceptualizado ou encaixado em categorias.
este livro poderia ser (e será) como um prólogo dos outros. o livro posiciona-se no olhar do jovem escritor que deverá sustentar a mãe e a irmã e deixa-nos perceber sem qualquer momento obscuro ou misterioso o caminho absolutamente quotidiano de Bandini. e esse absolutamente quotidiano é sempre extraordinário. com absoluto desprezo pelo maquinal e pelo funcional Bandini é um escritor violento, opressivo, contra a igreja e acérrimo defensor do seu génio. a mãe e a irmã são personagens de grande importância ainda que inicialmente pareçam estar caricaturadas. por um lado Mona, a irmã, católica fervorosa (e será assim tanto ou é o que o irmão nos faz entender?) sempre pronta para mostrar ao irmão que a realidade não é aquela onde ele vive com a crueldade natural dos irmãos mas, claro, com o exagero certo de Fante. a mãe é a protectora, angustiada entre os dois e com a falta de dinheiro, personagem aparentemente plana que é apenas mãe mas com quem Bandini é capaz de algum carinho, muito leve, mas exemplar face à crueldade da sua convicção diária e vontade de destruição.
Bandini é incrível. Fante criou uma personagem incómoda, doente, violenta mas coerente. Este livro é o momento em que se forma assim, insuportável e surpreendente, sempre na calha de algo insuspeito e, no final, nada perigoso, ao contrário do que anuncia.
Fante é um escritor sem floreados, simples e quotidiano (no que isto pode ter de bom, note-se). parecendo (e por muitos criticado por isso) estar a escrever um romance do dia a dia está, na verdade, a criar uma personagem inesquecível cujo nome lhe sobrevive. eu tenho um fraquinho por personagens fortes, já sabem. e isto de criar uma personagem forte, insuportável, que nunca é descrita mas também não é narradora e que apenas vive (e é suficiente) de actos e diálogos, é criar uma obra de arte.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO | 2013

No próximo dia 30 de Novembro vamos festejar o Dia da Livraria e do Livreiro.


Depois de, no ano passado, ter sido assinalada a primeira edição do Dia das Livrarias, inspirada por ventos vindos do país vizinho e assinalando o aniversário da morte de Fernando Pessoa e de Fernando Assis Pacheco (este último, precisamente numa livraria de Lisboa), a Fundação José Saramago e o movimento Encontro-Livreiro estabeleceram uma parceria que passará a assumir a organização e a dinamização do a partir de agora designado Dia da Livraria e do Livreiro, tornando-o mais abrangente e destacando sobretudo o lugar central que o livreiro ocupa no percurso do livro e na promoção da leitura.

O Dia da Livraria e do Livreiro é um dia de Festa! Festa da livraria! Festa do livreiro! Festa do leitor!

O leitor, que para nós não é apenas um cliente, é o convidado de honra deste e de todos os dias e quem verdadeiramente justifica a livraria e o livreiro e garante, não só o futuro do livro e das gentes do livro, mas também o progresso, esclarecido e em liberdade, do(s) país(es).

Apelamos a que todas as livrarias, que queiram fazer deste dia o seu dia de festa, comecem, desde já, a preparar uma iniciativa especial para assinalar a data.

Apelamos a todos os leitores que, nas suas agendas, assinalem o dia 30 de Novembro como um dia de visita a, pelo menos, uma livraria, associando-se à festa do(s) seu(s) livreiro(s).

Vamos encontrar formas de divulgar todas as iniciativas que surjam neste âmbito e com este espírito e voltaremos com mais notícias.

Boas leituras e até breve!


Lisboa | Setúbal, 1 de Novembro de 2013

Fundação José Saramago | Encontro-Livreiro

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

a genialidade

tudo o que aqui for dito a respeito da literatura é favor adaptar para a área que vos interessar. este blog só não se chama é estórias com outra coisa qualquer.

ando há uns tempos a pensar na genialidade. tenho chegado a algumas conclusões não muito pacíficas mas tentarei, como sempre, expor isto que penso da forma mais pacífica que existe, ou seja, soando a elogio a todas as partes para depois continuarmos todos amigos. não é fácil.
passo os dias todos de cabeça enfiada nos livros. e por livros leia-se cenas com folhas e coisas escritas, poderá até ser, como ontem no barco, um folheto do LIDL com umas cenas gourmet para o natal. tenho pouco tempo para tudo o que queria ler. andamos sempre a pedir uma entorce não dolorosa que nos mande para a cama de baixa para pormos algumas leituras em dia. não resulta. lembro-me a famosa frase que é tantas vezes referida na minha família "cuidado com o que desejas que pode acontecer-te". é verdade. fui lançada para um hospital durante vinte dias sem qualquer sintoma e nem uma linha li (se bem que não ter sintomas físicos é outra história mas avante). havendo pouco tempo tento sempre ler os melhores. e tento ler os melhores em todos os momentos que posso do meu dia. mas.
tenho encontrado na vida muitas pessoas que procuram a perfeição na leitura. uma perfeição certeira e subjectiva mas uma perfeição. recusam-se na sua maioria a ler livros que considerem comerciais, artificiais, e que sirvam outro propósito que não a arte da literatura. não podia estar mais de acordo. não leio livros maus, nunca, e desisto de livros a meio, mais vezes do que gosto de admitir. procuro o meu sítio certo da leitura, e está a ser tramado de encontrar, ando às aranhas.
mas não me identifico com a procura da genialidade. com o patamar onde às vezes subimos e não conseguimos descer. não quero subir a fasquia a um sítio onde grande parte dos livros que me foram importantes não caibam. acho que a qualidade literária se mede por faixas. quando começo a ler um autor encaixo-o numa faixa. se está numa faixa que considero má não o leio. um dia em que um autor suba de faixa é um dia feliz. no dia em que desce sinto-me desiludida como uma traição pessoal. aconteceu com paul auster por exemplo, desceu umas três ou quatro faixas.
no entanto eu quero que essas pessoas existam. esses leitores que procuram a perfeição. às vezes temos de sacrificar muito conforto para atingir um nível semelhante a esse. esses leitores sacrificam. conforto e amabilidade. tornam-se irritantes, roçam o pedantismo e tornam-se insuportáveis, na maior parte do tempo. como muitas vezes nos meus cursos disse relativamente a muitos livros, é importante que estes nos causem sensações extremas, seja de amor ou ódio. a indiferença perante um livro é a pior das leituras. e eu tanto odeio estes leitores como me apaixono tolamente por eles. e o que me apaixona é que eles sacrificam a amabilidade e o conforto mas eu aprendo com eles muito mais do que com leitores como eu. por isso deixem-se estar, irritantes, pedantes e insuportáveis. porque no dia em que acertam é mesmo no sítio certo. e isso é insubstituível. 

ai pá! adquirido.

Berkeley, California, otoño de 1980. En la cima de su carrera y después de años de negativas, Julio Cortázar acepta dar un curso universitario de dos meses en los Estados Unidos. Como cabía esperar, no se tratará de conferencias magistrales sino de una serie de charlas sobre literatura, y sobre todo acerca de su experiencia de escritor y la génesis de sus obras.

Las clases tratan gran diversidad de temas: aspectos del cuento fantástico; la musicalidad, el humor, el erotismo y lo lúdico en la literatura; la imaginación y el realismo, la literatura social y las trampas del lenguaje, todos ellos encarnados en lecturas y ejemplos tomados de la cultura universal. Las clases llegan a su punto máximo de interés cuando Cortázar, ya en la edad de los balances, se refiere a su evolución de escritor y analiza su obra: cómo nacieron los cronopios y cuentos insuperables como “La noche boca arriba” o “Continuidad de los parques”; el sentido de Rayuela y su proceso de escritura; el desafío de Libro de Manuel.

Quien lea la minuciosa y fiel transcripción de trece horas de grabaciones, al cabo de este encuentro con el Cortázar oral, valorará lo mismo que en sus textos: la soltura y cercanía, la vastedad de lecturas, la honestidad intelectual, la imaginación y el rigor de tamaño profesor. El Cortázar que nos quedaba por conocer, este que ya entra en el aula y sonríe.

as palavras que levam os leitores a este blog


 
que orgulho pá!
 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

ainda sobre o ser surrealista, que não se escolhe, é-se, como dizia o outro

A actividade surrealista não é como Jorge de Sena quer (e outros também) uma simples libertação de coisas que chateiam, mas um golpe fundo, e de cada vez que é dado na realidade presente. Não é mero exercício para se dormir melhor na noite seguinte, mas esforço demoníaco para se dormir de maneira diferente.
António Maria Lisboa



Porquê a adesão ao surrealismo? Porque ao sórdido amor mesa-de-família-cama-de-casal e às convenientes - e, muitas vezes, adversárias - instituições que o servem e que serve, oponho, tanto em mim como nos outros, a feroz realidade do DESEJO.
Alexandre O'Neill

Maria Lamas e o papel activista da mulher na sociedade portuguesa do séc. XX

O séc XXI ainda nos pede para falarmos da condição da mulher nas artes. Ainda que seja possível verificar muitos avanços, há algumas ár...