uma grande tristeza. uma palavra absurdamente preconceituosa no priberam. a nossa cultura ocidental desenhou alguns conceitos que nos reprimem e nos tornam vítimas de uma necessária subserviência ao outro, sempre em linhas descendentes.
pois que não gosto nada disso. o respeito deveria ser horizontal. deveria ser a procura do outro no que o outro tem de pleno e real - dentro da acepção que o próprio pretende espelhar. o respeito enquanto entendimento pleno do outro agrada-me mais.
portanto meus caros eu reinvento o dicionário se tiver de ser mas respeitar é dizer e fazer coisas desagradáveis, não aceitar a deferência perante os outros pois isso diminui sempre os dois lados, defendo que só se respeita o outro se não nos submetermos, nem contentarmos, nem obedecermos, nem acatarmos mas antes entendermos o outro em pleno. respeitar é não ter medo, é saber que se é, em absoluto, e que é isso que passamos ao outro e que queremos que o outro nos passe a nós.
damn you priberam.
res·pei·to
(latim respectus, -us, acção de olhar para trás, espectáculo, atenção)
substantivo masculino
1. Sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém.
2. Apreço, consideração, deferência.
3. Acatamento, obediência, submissão.
4. Medo do que os outros podem pensar de nós. = RECEIO, TEMOR
Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
home
L'exigence d'une lumière plus vive emane toujours de la vie quotidienne, de la necessité, ressentie par chacun, d'harmoniser son rythme de promeneur et la marche du monde.
Raoul Vaneigem
Traité de savoir-viver à l'usage des jeunes générations
[homehomehomehomehomehomeh
a palavra do dia é
não leiam este post de cabeça solta. concentrem-se na pluralidade fascinante que uma só palavra pode conter. a vossa vida, meus caros, nunca mais será igual. alarguem os horizontes. utilizem a língua sem juízo.
(afirmações peremptórias tenho eu aos montes para vos oferecer. sabem que sim)
cur·tir
(origem controversa)
verbo transitivo
1. Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2. Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3. Conservar (alimentos) em líquido adequado. = CURAR
4. Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5. [Figurado] Suportar sofrimento ou situação penosa. = AGUENTAR, PADECER, SOFRER
6. [Figurado] Tornar mais forte, mais resistente. = CALEJAR, ENDURECER
7. [Informal] Ressacar.
verbo transitivo e intransitivo
8. [Informal] Sentir prazer ou satisfação; gostar muito de. = APRECIAR, DELEITAR-SE, DESFRUTAR
9. [Informal] Trocar carícias sexuais.
via Priberam
(afirmações peremptórias tenho eu aos montes para vos oferecer. sabem que sim)
cur·tir
(origem controversa)
verbo transitivo
1. Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2. Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3. Conservar (alimentos) em líquido adequado. = CURAR
4. Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5. [Figurado] Suportar sofrimento ou situação penosa. = AGUENTAR, PADECER, SOFRER
6. [Figurado] Tornar mais forte, mais resistente. = CALEJAR, ENDURECER
7. [Informal] Ressacar.
verbo transitivo e intransitivo
8. [Informal] Sentir prazer ou satisfação; gostar muito de. = APRECIAR, DELEITAR-SE, DESFRUTAR
9. [Informal] Trocar carícias sexuais.
via Priberam
cur·tir
-
Conjugar
(origem controversa)
"curtir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/curtir [consultado em 10-12-2013].
(origem controversa)
verbo transitivo
1.
Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2.
Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3.
Conservar (alimentos) em líquido adequado.
=
CURAR
4.
Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5.
[Figurado]
Suportar sofrimento ou situação penosa.
=
AGUENTAR, PADECER, SOFRER
6.
[Figurado]
Tornar mais forte, mais resistente.
=
CALEJAR, ENDURECER
7.
[Informal]
Ressacar.
verbo transitivo e intransitivo
8.
[Informal]
Sentir prazer ou satisfação; gostar muito de.
=
APRECIAR, DELEITAR-SE, DESFRUTAR
9.
[Informal]
Trocar carícias sexuais.
"curtir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/curtir [consultado em 10-12-2013].
cur·tir
-
Conjugar
(origem controversa)
"curtir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/curtir [consultado em 10-12-2013].
(origem controversa)
verbo transitivo
1.
Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2.
Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3.
Conservar (alimentos) em líquido adequado.
=
CURAR
4.
Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5.
[Figurado]
Suportar sofrimento ou situação penosa.
=
AGUENTAR, PADECER, SOFRER
6.
[Figurado]
Tornar mais forte, mais resistente.
=
CALEJAR, ENDURECER
7.
[Informal]
Ressacar.
verbo transitivo e intransitivo
8.
[Informal]
Sentir prazer ou satisfação; gostar muito de.
=
APRECIAR, DELEITAR-SE, DESFRUTAR
9.
[Informal]
Trocar carícias sexuais.
"curtir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/curtir [consultado em 10-12-2013].
cur·tir
-
Conjugar
(origem controversa)
"curtir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/curtir [consultado em 10-12-2013].
(origem controversa)
verbo transitivo
1.
Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2.
Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3.
Conservar (alimentos) em líquido adequado.
=
CURAR
4.
Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5.
[Figurado]
Suportar sofrimento ou situação penosa.
=
AGUENTAR, PADECER, SOFRER
6.
[Figurado]
Tornar mais forte, mais resistente.
=
CALEJAR, ENDURECER
7.
[Informal]
Ressacar.
verbo transitivo e intransitivo
8.
[Informal]
Sentir prazer ou satisfação; gostar muito de.
=
APRECIAR, DELEITAR-SE, DESFRUTAR
9.
[Informal]
Trocar carícias sexuais.
"curtir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/curtir [consultado em 10-12-2013].
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
(creio que terei umas próximas noites do caraças)
"Este termo, hesitante, parece-nos fundamental. Um avanço hesitante: eis um método; avançar, não em linha recta mas numa espécie de linha exaltada, que se entusiasma, que vai atrás de uma certa intensidade sentida; avanço que não tem já um trajecto definido, mas sim um trajecto pressentido, trajecto que constantemente é posto em causa; quem avança hesita porque não quer saber o sítio para onde vai - se o soubesse já, para que caminharia ele? Que pode ainda descobrir quem conhece já o destino?"
(é que vou já escrever sobre isto)
(é que vou já escrever sobre isto)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
um poema da margarida
Escadas de incêndio
Desci a correr pelas escadas de incêndio
de betão, expostas ao vento mais do que ao sol.
Suportei a velocidade áspera na mão esquerda
dei a um filho o flanco,
outra criança por um braço,
e provavelmente um par de asas seguiu-nos
mas não ousei virar-me porque diante de mim uma
outra perspectiva da cidade.
Caminho agora de igual modo todas as horas,
repito os gestos essenciais
com esmero, a melhor memória, desvelo.
Sei-os de cor e desenho-os
com os meus dedos, como novos.
Confirmo: sou a mesma que cozinha no mesmo fogão
a gás, outra água, outro combustível,
tomilho, a pedra mármore intemporal.
Mais eficaz do que essa escada secreta e tosca,
a repetição salva-nos. Um erro
nunca pode ser emendado, nem quase isso.
Não há lugar mais firme senão escondida
a falha
debaixo da acumulação das tarefas
normais
repetidas com esforço, zelo, sem excessos:
E sobre o tapete uma coreografia monocórdica,
segura, faz dos dias
dias em que não se usa a escada de incêndio.
Margarida Ferra
Desci a correr pelas escadas de incêndio
de betão, expostas ao vento mais do que ao sol.
Suportei a velocidade áspera na mão esquerda
dei a um filho o flanco,
outra criança por um braço,
e provavelmente um par de asas seguiu-nos
mas não ousei virar-me porque diante de mim uma
outra perspectiva da cidade.
Caminho agora de igual modo todas as horas,
repito os gestos essenciais
com esmero, a melhor memória, desvelo.
Sei-os de cor e desenho-os
com os meus dedos, como novos.
Confirmo: sou a mesma que cozinha no mesmo fogão
a gás, outra água, outro combustível,
tomilho, a pedra mármore intemporal.
Mais eficaz do que essa escada secreta e tosca,
a repetição salva-nos. Um erro
nunca pode ser emendado, nem quase isso.
Não há lugar mais firme senão escondida
a falha
debaixo da acumulação das tarefas
normais
repetidas com esforço, zelo, sem excessos:
E sobre o tapete uma coreografia monocórdica,
segura, faz dos dias
dias em que não se usa a escada de incêndio.
Margarida Ferra
O Grupo Surrealista de Lisboa: da formação às dissidências
resumo da comunicação proferida no Congresso Surrealismo(s) em Portugal, Nov 2013
Começo por avisar que a minha comunicação pretende desmistificar
ou mesmo desvalorizar o seu próprio conteúdo. A existência de um
grupo Surrealista é sobrevalorizada face ao cenário surrealista
português muito maior e mais abrangente.
O Grupo Surrealista Português existe apenas porque surgiu a
determinada altura a necessidade de trazer para Portugal o termo
surrealismo, passando o surrealismo a existir quase por
decreto. António Pedro já se tinha envolvido com o movimento
surrealista inglês (1936) e começa a referir o movimento em
Portugal. Publica em 1941 Apenas uma narrativa uma antologia
de textos automáticos, algo absolutamente inédito no país. Para
além disso alguns dos futuros membros do movimento surrealista
português conhecem Breton e trazem as ideias do surrealismo francês
para cá.
O grupo de alunos da escola António Arroio que por volta de 1942 se
começa a juntar no café Hermínius tinha já em comum uma série de
ideias que se aproximavam das ideias dos surrealistas franceses,
sobretudo. Acreditavam na necessidade da criação de uma
supra-realidade porque a realidade existente não era material
artístico satisfatório. Para aí chegar teriam de afastar a razão
para chegar a uma arte pura, longe de estereótipos e preconceitos.
Preconizavam o fim da ditadura da razão. Ramos Rosa definia esta
poesia como “ilegível mas não inaudível”, ou seja, imagens
que não fazendo um sentido real e palpável criassem através do
acaso ou da sensação um poema significante no leitor
transformando-o numa parte fundamental e imprescindível da escrita.
Estes
artistas não acreditavam que a arte fosse de elites, estaria por
isso ao alcance de todos. Não queriam uma elite, não acreditam na
separação entre arte e pessoas, não se queriam fechar em regras de
arte ou dogmas relacionados com a história da literatura – ser
surrealista era uma forma de ser e de estar na arte, não algo que se
decida ser. Cesariny:
"Eu
acho que se se é surrealista, não é porque se pinta uma ave, ou um
porco de pernas para o ar. É-se surrealista porque se é
surrealista!"
Em 1942 já se reuniam algumas pessoas no café Herminius, alunos da
António Arroio e em 1947 forma-se o primeiro grupo surrealista, o
Grupo Surrealista de Lisboa. Em 1948 deram-se as primeiras
discussões dissidentes. Havia vários surrealismos, mas Cesariny
defendia nesta altura que o Grupo não parecia defender o que ele
denominava surrealismo literário que defendia a absoluta
liberdade de criação, a autonomia de cada um face à
supra-realidade que procurava e o não prender-se a qualquer
convenção. Este surrealismo torna-se então incompatível com a
ideia da existência de um grupo, ou seja, a existência de um grupo
não trazia nada de novo, apenas impedia a livre criação, sem
preconceitos, onde cada artista deveria ser absolutamente diferente
do outro. A revolução possível seria sempre uma revolução
interior e pessoal e não uma revolução exterior, só assim seria
possível chegar à revolução exterior que almejavam.
Em 1949 dá-se a separação e criam-se dois grupos. Por um lado o já
existente, Grupo Surrelista de Lisboa de onde faziam parte O'Neill,
Dacosta, António Pedro, Fernando de Azevedo, João Moniz Pereira,
José Augusto-França e Vespeira. Destes afastaram-se os Dissidentes
ou os Surrealistas (uma melhor definição para que não se
identifiquem por oposição) com Cesariny, Pedro Oom, António Maria
Lisboa, Henrique Risques Pereira.
O surrealismo não pode ser datado, nem podemos falar de percursores
e herdeiros. Apenas o conceito e o seu entendimento fez com que se
criassem estes grupos que aparentemente queriam o mesmo. No entanto
ser-se surrealista era uma forma de estar na arte por isso teriam
existido antes e depois e sempre.
Os grupos tiveram sobretudo a função de os pôr a pensar,
reflectir, ainda que muitas vezes fosse pela negativa, daí o tão
grande número de discussões, problemas e querelas. Os Surrealistas
formaram-se pela negação de uma postura artística com a qual não
se identificavam, nem eles nem o surrealismo bretoniano. Durante as
dissidências os surrealistas puderam perceber que liberdade era
esta. Não “inventaram” o
surrealismo, pensaram-no e reflectiram-no.
É preciso perceber o que é ser surrealista, em que é que isso
acrescenta o autor, o transforma, o melhora, o torna consistente. É
isso que importa discutir e entender e espero que este congresso esta
semana sirva para nos aproximarmos mais desse entendimento do que é
o surrealismo, nos termos em que os próprios tentaram entender, e
menos fecharmo-nos em discussões históricas e factuais.
Que sirva também este congresso para reflectir no que os
surrealistas ainda podem significar e que sentido nos fazem (que é
tanto) na nossa contemporaneidade. Que o congresso não nos feche em
academismos e sirva para nos tornar o pensamento mais livre como os
surrealistas quereriam, que nos tire do nosso espaço de conforto e
nos liberte. De outra forma estaríamos a ser os nossos próprios
inimigos.
Para tudo isto o importante é ler os surrealistas, para compreender
esta revolução interior, não podemos entender o surrealismo em textos e comunicações. Só nos livros e nos poemas e nos quadros
essa revolução poderá ser não só entendida como atingida em
absoluto. Não há outra forma.
domingo, 1 de dezembro de 2013
inscrever e divulgar como se não houvesse amanhã!
"A actividade surrealista não é uma simples purga seguida de um dia de descanso a caldos de galinha, mas revolta permanente contra a estabilidade e cristalização das coisas" (António Maria Lisboa)
Vamos ter Cesariny, Pacheco, O'Neill, Mário Henrique Leiria, António Maria Lisboa e outros. Vamos ter surrealismos e dadaísmos e outros ismos inventados por nós. Vamos conviver surrealisticamente. Vamos pensar surrealisticamente. Vamos surrealisticar. Podem vir a horas ou chegar atrasados. Podem vir ao contrário. Podem não vir.
Pó dos Livros
inscrições: podoslivros@gmail.com // 21 795 93 39
Av. Marquês de Tomar, Lisboa
4as feiras de janeiro' 14
21h
35€ (descontos para desempregados e estudantes)
(o pagamento pode ser feito no primeiro dia do curso ou antes)
evento facebook para aderir e divulgar. obrigada!
a propósito do dia dos livreiros e das livrarias
"O Encontro Livreiro
pediu-me que escrevesse este texto neste dia e eu não sou livreira.
Aceitei sem hesitar, como sempre, sobretudo porque acredito que este
dia não deverá ser, no limite, sobre os livreiros e sim sobre os
leitores. É essa a minha condição aqui, de leitora. No entanto há
uma definição que o Manel Medeiros dava dos livreiros onde dizia
que estes publicam a leitura. Nesse sentido considero-me livreira
sim, porque quando me é impossível definir o meu projecto com os
livros a única definição possível é que tento criar leitores.
Vários tipos de leitores, diferentes tipos de leitores. Mas nunca
maus leitores. E não me venham dizer que não há isso de maus
leitores, há, claro que sim. Os livros têm connosco um papel
fundamental na nossa formação, no nosso pensamento, na nossa forma
de agir. Essa responsabilidade é de tal forma gigante e sagrada que
seria, no mínimo, um desrespeito dizermos que se pode ler seja o que
for que é igualmente bom.
Começa a ser raro
vermos quem sinta a verdadeira importância do livreiro nos seus
quotidianos. A própria profissão é desconhecida, ainda, para
muitos. Na verdade é também difícil de definir, há livreiros que
não trabalham em livrarias e há vendedores de livros que não são
livreiros. Na verdade os leitores começam a deixar de acreditar que
precisam de intermediários para a leitura. Num mundo tão cheio de
estímulos, com a internet inundada de opiniões que se dão com a
facilidade de um clique, nem sempre os livreiros são vistos como
mediadores da leitura. Não podemos esquecer que há mais leitores e
mais diversificados. Esse facto também leva a que muitos destes se
tenham formado longe da figura do livreiro. Noutros sítios.
Vender livros não é
igual a vender outro produto qualquer. Não o é em nenhum dos
sentidos. Um livreiro não vende um produto apenas. Vende ligações
a esse produto, vende outros livros. Vende um livro que corresponde a
uma ideia, um anseio, uma vontade de conhecimento, uma dúvida
pequena. Um livreiro fará um bom negócio (e não podemos esquecer
que uma livraria é um negócio) se conseguir que um cliente passe a
leitor. Para isso é preciso ensinar a um cliente que nada se lê
isoladamente, os livros não existem entre a capa e a contra-capa. Um
livreiro torna-se um bom livreiro se for um agente de ligações, se
funcionar como o motor que instala no leitor esse vírus das
ligações. Quem o consegue são por vezes pessoas improváveis, em
livrarias improváveis, noutros sítios que não são livrarias, por
pessoas que não vendem livros. Nas estantes dos desconhecidos, nas
estantes dos amigos. Em blogs, nas redes sociais ou nas conversas de
cafés.
Ser livreiro é
criar leitores. Só assim as livrarias podem sobreviver enquanto
negócio. Posto isto é fácil afirmar que as livrarias são sítios
de crescimento, de criação e aprendizagem. Daí a nossa
responsabilidade em mantê-las vivas e a funcionar, quando pensamos
onde vamos comprar um livro. São os leitores que as fazem existir
mas por trás de cada uma há livreiros que são a porta da livraria.
Os nossos agentes de ligações. Aqui na Culsete há dois, a Fátima
e o Manel. Hoje esta mais que merecida homenagem é a eles e aos
leitores que eles criaram. Não temos de ter muitas palavras porque
são 40 anos a mostrar, com esta porta aberta, com o reconhecimento
dos subscritores do diploma Livreiro da Esperança Especial, com o
nome que tão facilmente é reconhecido em qualquer lado, com o
Encontro Livreiro que nasceu aqui, que são livreiros à séria, que
deixam e continuam a deixar o melhor de todos os legados, uma fila
interminável de leitores."
texto lido na Culsete, a 30 de Novembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
poetolatry, n.
[‘ The worship or immoderate veneration of poets.’]
Pronunciation: Brit. / ˌpəʊᵻˈtɒlətri/, U.S. /ˌpoʊəˈtɑlətri/
Etymology: < poet n. + -olatry comb. form. Compare earlier bardolatry n.
Apparently coined by C. S. Lewis (see quot 1936 at main sense).
rare.
The worship or immoderate veneration of poets.
1936 C. S. Lewis in Ess. & Stud. 21 165 There
is yet another way in which Personal Heresy offends against
personality;..I am referring to the growth of what may be called
Poetolatry.
1939 E. M. W. Tillyard & C. S. Lewis Personal Heresy v. 104 Naturalism..wants poets to be a separate race of great souls or mahatmas. Poetolatry is the natural result, for if there were such a race..those who know no higher deity would do well to worship them.
2000 E. Alsen New Romanticism iii. 241 Romantic ‘poetolatry’ has produced a tradition of phoney..individuality.
Derivatives
poeˈtolater n. a person who practises poetolatry; a worshipper of poets.
1936 C. S. Lewis in Ess. & Stud. 21 167 Most poetolaters hold that a dead man has no consciousness.
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Maria Lamas e o papel activista da mulher na sociedade portuguesa do séc. XX
O séc XXI ainda nos pede para falarmos da condição da mulher nas artes. Ainda que seja possível verificar muitos avanços, há algumas ár...




