terça-feira, 18 de agosto de 2015

curso de Literatura Portuguesa, em Setembro, em Lisboa

cá está ele! durante quase dois meses vou falar com vocês de literatura portuguesa, da provável à improvável, com leituras e conversas, na Leituria, em Lisboa. começa a 16 de Setembro, desconto para quem se inscrever até 10 de Setembro.



1ª sessão
realismo, naturalismo, simbolismo, revoluções culturais do início do século, modernismo
2ª sessão
surrealismo
3ª sessão
ainda o surrealismo
neo-realismo: movimento revolucionário com máscara
4ª e 5ª sessão
anos 50 a 70: literatura sem marca
6ª sessão
a literatura do agora, a que resiste e a que há-de resistir
7ª sessão
leituras e conversas

autores
eça de queirós, cesário verde, ângelo de lima, fernando pessoa e heterónimos, mário de sá-carneiro, mário cesariny, antónio josé forte, mário henrique-leiria, antónio maria lisboa, manuel de lima, herberto helder, manuel da fonseca, manuel de castro, luiz pacheco, alexandre o’neill, carlos de oliveira, mário dionísio, maria velho da costa, rui nunes, vergílio ferreira, jorge de sousa braga, maria gabriela llansol, nuno bragança, josé saramago, joão miguel fernandes jorge, ana teresa pereira, teresa veiga, antónio ramos rosa, valério romão, gonçalo m. tavares entre outros

evento facebook

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Manuel de Castro na IDEIA

há coisas inacreditáveis que me passam ao lado. esta revista é um exemplo disso. o número duplo 73-74 da Revista IDEIA [revista de cultura libertária] é dedicado ao grupo do café Gelo e muito especialmente ao poeta Manuel de Castro, uma das vozes mais fortes e esquecidas do grupo, agora relembradas (e bem) com a edição de Bonsoir, Madame, editado pela Língua Morta / Alexandria. um poeta que fomenta o mistério e que, a ser surrealista seria por, nas palavras de Ramos Rosa, ser um poeta ilegível mas nunca inaudível.

apesar de ter lido muito pouco ainda, até agora um dos textos que mais me impressionou foi o artigo da Maria Estela Guedes por nos abrir um infindável mundo de portas para o entendimento do poeta e dos poetas que lhe pertencem.

a revista pode ser lida aqui. mais sobre a revista IDEIA aqui


domingo, 16 de agosto de 2015

Teresa Veiga

a escrita desta senhora é dos mais belos segredos da nossa literatura

novo curso

a partir de 16 de Setembro vou estar em Lisboa, na livraria LEITURIA com um curso de literatura portuguesa do séc. XX. guardem os vossos fins de tarde de 4ª feira até fim de Outubro. pela minha mesa os trabalhos já começaram.
(mais notícias em breve)

Alejandra Pizarnik


versões de Maria Sousa


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

o dia em que a kristof nos falou da mentira

agota kristof é um nome que soa a poucos. foi, em Portugal, uma aposta de poucos para um público pequeno. mas há nesta escritora húngara um segredo que merece ser dito em forma de leitura. o segredo que conhece quem lê.

este é um livro sobre a mentira, que é como quem diz, um livro sobre a verdade. o que é a verdade? o que na ficção nos é dito como sendo verdade? assumimos a ficção como invenção e nunca como mentira. e se nos fosse apresentado como mentira o que até agora acreditamos ser apenas ficção?

kristof tira-nos o chão, envolve-nos numa trama que não sabe ser linear ou transparente. a nossa relação com as personagens não é de reconhecimento nem de desconfiança. é de terror, medo, e sobretudo, claustrofobia. tudo é claustrofóbico em kristof e na Trilogia da Cidade de K.

quando lemos kristof tudo começa a ser diferente. a realidade e a literatura e as pontes entre elas. há momentos que nos ressoam claustrofóbicos quando antes eram felizes. crianças a desenhar, pessoas nos bancos do jardim, jardins com canteiros, cortinas. a literatura aqui entra dentro do quotidiano mas não por identificação e sim por desconforto. kristof torna o mundo desconfortável e aquela história passa a ser unicamente contada a nós, o que torna maior o sentimento de asfixia. e perscrutamos os olhares dos outros que lêem o mesmo livro que nós tentando imaginar se sentem o nosso temor. se sentem a segurança inicial que depois nos é retirada. se entendem como nós o efeito de cada uma daquelas personagens.

e por fim acabamos por estar perante um livro inclassificável que no final percebemos que se calhar nem é escrito pela kristof, tão personagem como as suas personagens. este livro muda inequivocamente a nossa forma de ver a escrita. nunca mais um livro será apenas um livro depois da leitura da Trilogia da Cidade de K.



a Trilogia da Cidade de K foi publicada pela Asa inicialmente em três volumes separados sendo que é mais que obrigatório lê-los todos e pela ordem certa. tanto os três livros como a Trilogia estão esgotados. procura-se um exemplar desesperadamente.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

novos cursos em Setembro, Cascais e Lisboa

a partir de meados de setembro voltam dois cursos meus, iguais mas em duas cidades diferentes (o que os torna também distintos), Lisboa e Cascais. dou mais notícias em breve mas deixo-vos já a lista de autores e de sessões para irem pensando em como me ajudar a ter trabalho até à lua durante todo o Verão. enviem-me textos, entrevistas, sugestões, poemas. por aqui ou pelo e-mail, o mesmo de sempre: rosa.b.azev@gmail.com

O curso vai debruçar-se sobre a literatura portuguesa do séc. XX, de um ponto de vista generalista num caminho pela eclética e contrastante história da nossa literatura.
As oito sessões direccionam-se sobretudo a quem não é da área dos livros por ser um curso introdutório, e procura dar uma visão alargada do que se passou em Portugal no séc. XX, procurando um paralelismo com os principais movimentos artísticos mundiais.



Programa

1ª sessão
realismo, naturalismo, simbolismo, revoluções culturais do início do século, abertura para o modernismo
2ª sessão
modernismo, contexto cultural da época: os intelectuais e a literatura
3ª sessão
surrealismo
4ª sessão
ainda o surrealismo
neo-realismo: movimento revolucionário com máscara
5ª sessão
anos 50 a 70: literatura sem marca
6ª sessão
a literatura do agora, a que resiste e a que há-de resistir
7ª sessão
leituras e conversas

autores
eça de queirós, cesário verde, ângelo de lima, fernando pessoa e heterónimos, mário de sá-carneiro, mário cesariny, antónio josé forte, mário henrique-leiria, antónio maria lisboa, manuel de lima, herberto helder, manuel da fonseca, manuel de castro, luiz pacheco, alexandre o’neill, carlos de oliveira, mário dionísio, maria velho da costa, vergílio ferreira, rui nunes, joaquim manuel magalhães, antónio franco alexandre, jorge de sousa braga, maria gabriela llansol, nuno bragança, josé saramago, ana teresa pereira, teresa veiga, entre outros



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Reverso // Encontro de autores, artistas e editores independentes



PROGRAMA

DIA 14, QUINTA-FEIRA

17h00: Abertura da Feira do Livro e das Exposições

18h00-20h00 [Salão]
Comunicação de abertura | Apresentação de projectos e leituras: Revista Apócrifa – Projecto Literário em Curso, com Vasco Macedo e convidados | Lançamento: Vós, Luminosos e Elevados Anjos, de William T. Vollmann, da Editora 7 Nós, apresentado por Manuel João Neto | Mesa redonda: Da edição à recusa do silêncio, moderada por Rosa Azevedo, com Diogo Madredeus, Eduardo Sousa, Maria Quintans e Paulo da Costa Domingos

[20h00-21h30: pausa para jantar]

21h30-22h30 [Bar] Leituras e cinema: Poesia do século XXI, por Cláudio Henriques, Iolanda Laranjeiro, Miguel Santos e Susana Arrais | Arquipélago: projecção do episódio Rui Nunes – mensageiro diferido | Projecção da curta-metragem A mão cinzenta, de Hugo Magro | Concerto: Piiano

23h30: Selecção musical de Raquel Nobre Guerra e Valério Romão

DIA 15, SEXTA-FEIRA

17h00–22h00: Feira do Livro e Exposições

18h30-20h00 [Salão]
Apresentação de projectos: Flanzine e Flan de Tal; Abysmo | Mesa redonda: Ilustração e Tipografia, moderada por Rui Miguel Ribeiro, com Luís Henriques, Pedro Serpa e Sara Figueiredo Costa

[20h00-21h30: pausa para jantar]

21h30-23h30 [Bar]
Mesa redonda: Nas costas da loucura, moderada por David Teles Pereira, com Abel Neves, Frederico Pedreira, Miguel Cardoso e Vasco Gato | Leituras: Preparativos inúteis para um motim em Lisboa, por Miguel Cardoso; Voo Rasante e Natural in Verso – Mariposa Azual; Que o fogo recorde os nossos nomes, de Antonio Orihuela, por Daniel Macedo Pinto | Concerto: Favola da Medusa

23h30: Selecção musical de Vasco Gato e Frederico Pedreira

DIA 16, SÁBADO

17h00–22h00: Feira do Livro e Exposições

17h30-20h00 [Salão]
Apresentação de projectos: Editora Palavras por Dentro | Debate: Edição em Portugal – Uma história de dependência ou de independência?, com Hugo Xavier e Rosa Azevedo | Leituras: A morte do artista, textos de e por Fernanda Cunha, Firmino Bernardo, João Eduardo Ferreira e Manuel Halpern | Mesa redonda: Os Espaços da Crítica, moderada por Paulo Tavares, com António Carlos Cortez, Gustavo Rubim, Joana Emídio Marques, José Mário Silva, Maria da Conceição Caleiro e Nuno Fonseca

[20h00-21h30: pausa para jantar]

21h30-23h30 [Bar]: Lançamento: Quiz show, de Kraus G., da Editora a tua mãe*, apresentado por Rafael Dionísio | Leituras: Autores Artefacto, por Paulo Tavares e Sara M. Felício; “O mais belo espectáculo de horror somos nós”, por Rosa Azevedo e convidados; POEMANIFESTO Revisitado – Flan de Tal & Senhor Vulcão Concerto: The Crubi (Beatriz Bagulho – baixo / Cruna – bateria) + Nuno Moura (Leituras)

23h30: Selecção musical de Grémio Nefelibata

EXPOSIÇÕES 
Trabalhos soltos, de Clube do Inferno (André Pereira, Astromanta, Hetamoé, Hugo e Mao) | Four Hours, de David Gonçalves | (sem título), de Hugo Xavier | Rememoração, de José Josué | Arritmias, de José Pedro Trindade

EDITORAS E PROJECTOS PRESENTE NA FEIRA DO LIVRO
abysmo, 7 Nós, Apenas Livros, Artefacto, By the Book, Companhia das Ilhas, Clube do Inferno, Diagramas, Do Lado Esquerdo, DSO, Douda Correria & Mia Soave, Editora a tua mãe*, Flanzine e Flan de Tal, Guilhotina, Grisu, Língua Morta, Livro de Ontem, Mariposa Azual, não (edições), Oficina do Cego, Palavras por Dentro, Palimpsesto, Photozine Azedume, Revista Apócrifa, Revista Bíblia, Rodrigo Miragaia, Tea for One, The Portfolio Project & Huggybooks

ler na retrete, henry miller


“Creio que actualmente lemos pelas seguintes razões: em primeiro lugar, para nos afastarmos de nós próprios; em segundo lugar, para nos armarmos contra perigos reais e imaginários; em terceiro lugar, para “acompanhar” os vizinhos ou impressioná-los, o que é uma e a mesma coisa; em quarto lugar, para saber o que se passa no mundo; em quinto lugar, para desfrutarmos, o que significa sermos estimulados de modo a alcançarmos uma maior actividade e riqueza interior.
[…] Não é necessária muita reflexão para concluir que, se uma pessoa fosse justa consigo mesma e tudo estivesse bem no mundo, só a última razão, a que hoje em dia tem menos importância, seria válida.”

este é um livro do qual não se devia falar. podíamos dizer que é um livro sobre a leitura, pragmática e de profundidade, livro que questiona a utilidade da própria leitura - ler na retrete é ler com uma utilidade contextual. qualquer uma destas interpretações, não estando longe da verdade, estão a fugir ao próprio propósito do livro, discutir e incentivar a absoluta liberdade do leitor que não deve necessitar da leitura para disfarçar momentos de silêncio e contemplação.

na verdade assistimos a uma dessacralização da leitura, leitura essa que é orgânica e não sagrada, interior e não cumpre regras ou ditames, pertence a todos de forma democratizada e independente de constrangimentos exteriores como a história ou a cultura - é por isso um livro sobre a solidão, uma apologia da individualidade e da leitura como parte integrante do homem e que por isso não é parte obrigatória dessa humanidade.

(e é também, claro, um livro sobre a importância de nos libertarmos do que em nós está a mais e que não é utilizado pelo corpo e que por isso deve ser expelido libertando-nos de impurezas.)

não é possível concluir se Miller defende ou condena a leitura na retrete, no limite nem interessa. não se pode afirmar nada deste teor em livros que são hinos à liberdade do leitor. fica a cada leitor o entendimento de uma resposta na verdade impossível de obter.

esta é uma edição cuidada e conjunta ignota e sr teste. em bom.

para comprar, aqui: assimparece@gmail.com ou na livraria sr teste + ignota, na S. I, Guilherme Cossoul, em Lisboa.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

vem aí o Reverso // Encontro de autores, artistas e editores independentes


na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul em Lisboa
14 a 16 de Maio de 2015

Mantendo a sua tradição de acolher vários encontros artísticos e culturais, a Cossoul, que comemora este ano 130 anos de existência, apresentará em Maio a primeira edição do REVERSO – ENCONTRO DE AUTORES, ARTISTAS E EDITORES INDEPENDENTES, que abrirá as portas a criadores de diversas nacionalidades.

Entre 14 e 16 de Maio de 2015, a programação deste evento consistirá num leque variado de iniciativas, que passarão por apresentações, mesas redondas, lançamentos, concertos, performances, recitais, exposições e uma feira do livro.
Sem propagandas messiânicas ou lógicas aglutinadoras, o intuito é o de acolher projectos independentes, revelando a vitalidade do que, nos nossos dias, se constrói e move para além da homogeneização das ditas indústrias culturais ou do espartilho global do mero entretenimento. Estabelecer eventuais pontos de contacto e partilha. Provocar o espaço da imaginação.
Por gosto, e por um pouco mais de cultura.

Organização: COSSOUL
Coordenadores: Paulo Tavares; Rosa Azevedo; Ricardo Ribeiro
Apoio: Cláudio Henriques, Fábio Daniel, Débora Figueiredo



Página do facebook.

Maria Lamas e o papel activista da mulher na sociedade portuguesa do séc. XX

O séc XXI ainda nos pede para falarmos da condição da mulher nas artes. Ainda que seja possível verificar muitos avanços, há algumas ár...