no fim-de-semana passado juntaram-se no Folio, Festival Literário Internacional de Óbidos, quatro editores para uma conversa que deveria ser uma reflexão sobre a edição hoje em dia num contexto de concentração editorial. Os convidados foram Manuel Alberto Valente, Porto Editora, João Paulo Cotrim, Abysmo, Bárbara Bulhosa, Tinta da China e Zeferino Coelho pela Caminho, hoje parte do grupo Leya.
as expectativas não eram muito altas, num contexto daqueles a probabilidade era que a conversa fosse bem comportada, com alguns clichés sobre a importância dos pequenos e médios editores para colmatar espaços dos grandes editores. mas na verdade esta conversa acabou por ser uma rampa de lançamento para algum pensamento crítico sobre o lugar de cada um dos intervenientes e, por analogia, dos outros editores que hoje convivem no panorama editorial nacional.
Manuel Alberto Valente começa a sua intervenção dizendo que a concentração editorial é um fenómeno global, não apenas nacional e que é indiscutível afirmar que esta concentração afecta a produção literária sobretudo em autores novos. na verdade, e creio que isso acabou por ficar claro com as intervenções posteriores do João Paulo Cotrim e da Bárbara Bulhosa, o facto de as concentrações retirarem espaço a novos autores criou um gigante espaço exterior que possibilitou e incentivou a criação de pequenos editores que têm como objectivo a publicação desses autores. editoras como a Abysmo e a Tinta da China são prova disso mesmo.
João Paulo Cotrim e Bárbara Bulhosa intervieram no sentido de clarificar que uma editora independente não o é apenas por uma questão financeira. João Paulo Cotrim começou por deixar claro que a criação do chamado best seller não está ligado à produção literária e sim ao mercado e à indústria do livro. há um ponto que muitas vezes escapa neste tipo de abordagens - a diferença entre o leitor e o cliente. acredito que o que o João Paulo quis dizer aqui, e que a Bárbara Bulhosa acabou por corroborar, é que a estes editores interessa-lhes, claro, vender muito, o mais possível, mas numa lógica de angariação de leitores. o objectivo do editor deverá ser sempre a procura de leitores reais para os autores. é nessa relação real que está o objectivo destes editores, e, adjacentemente, de todas as possíveis campanhas de marketing ou de divulgação do livro.
o que está aqui em causa é efectivamente uma questão de ética, ou, usando as palavras de João Paulo Cotrim, uma questão de cidadania. considerar-se a produção massiva do sistema capitalista a única forma de trabalhar os livros como sendo uma consequência natural é um profundo disparate. em todos os negócios em que nos envolvemos temos sempre a possibilidade de nos posicionarmos de duas formas - conscientes das consequências éticas da nossa acção ou não. dentro de uma postura consciente e ética podemos ou não vender muito. ou podemos vender muito sem esse posicionamento ético. uma não exclui a outra.
por exemplo:
se um editor como o Zeferino Coelho afirma que a concentração editorial não trouxe diferenças à sua vida porque continua a poder editar os seus autores e, ainda por cima, consegue dinheiro para fazer campanhas na Fnac ou na Bertrand ou em supermercados com grandes cartazes e outros meios publicitários o Zeferino está a dizer que não conhece, ou não é importante para ele, que um leitor que compre um livro por ter visto a fotografia num cartaz não é propriamente um leitor novo para aquele livro. por outro lado, e aqui também se coloca um sério problema ético, quando um editor faz campanhas na Fnac ou na Bertrand ou num supermercado fá-lo contra condições (margens de desconto abusivas) destas "livrarias", margens essas que impelem o editor a aumentar o preço do livro para além de que dão legitimidade às mesmas para limitar a entrada de editores mais pequenos e independentes por não poderem fazer face a essas condições ou por não terem distribuição. desta forma vão assassinando os pequenos livreiros, diminuindo a possibilidade de um leitor real ter um espaço físico onde fomentar a relação íntima leitor - autor. desta forma, com a morte e asfixiamento das pequenas livrarias os editores que não querem ceder às condições dos grandes grupos acabam por ter um espaço limitado de distribuição. perdem os leitores e perde a literatura. num sentido ético perdem todos os que lêem e vivem dentro do negócio dos livros.
a maior falta de cidadania é fecharmos os olhos ao que não nos toca a nós directamente, achando que o único mundo que devemos proteger é o nosso. nesse sentido o João Paulo Cotrim e a Bárbara Bulhosa mostraram o que é ser uma editora que está comprometida com os seus leitores e que não abdica dessa relação por nenhuma lógica comercial. e mostraram a todos que para isso não é preciso não vender. é só preciso viver convictamente dentro dos seus princípios e acreditar que apesar de ser um caminho muito mais trabalhoso é o único caminho que pode, no final, ter alguma luz. os leitores agradecem.
Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
lançamento Uma História da Curiosidade
ouvi o Manguel pela primeira vez há uns doze anos, não fazia ideia quem ele era. ouvi-o a falar do percurso de vida dele, de como foi leitor do Borges quando ele cegou, de como se foi aproximando de forma crescente dos livros e da ideia de biblioteca labirinto tão querida aos hispano-americanos e aos borgeanos. a partir daí fui lendo os livros todos, as entrevistas, vi os vídeos, andei em Buenos Aires à procura também da infância dele. o que é diferente em Manguel é que consegue juntar um conhecimento enciclopédico a uma emoção e ternura sem igual. aos livros, sim, mas sobretudo à ideia de leitura.
hoje ele vem a Lisboa, e vai ser, sem qualquer dúvida, um privilégio poder ouvi-lo. às 18h30, no auditório da Gulbenkian, em Lisboa. entrada livre.
sábado, 3 de outubro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Por um ISBN justo e gratuito
Recentemente,
a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) fez chegar a
todos os editores um comunicado onde informa que, devido ao fim do
apoio da Secretaria de Estado da Cultura — que teria nos últimos
anos subsidiado uma parte dos custos operacionais da agência—não
poderia manter gratuito o serviço de registos de ISBN, passando a
cobrar aos editores um custo por registo, a partir de 1 de Janeiro de
2015.
Cabe-nos
por isso a vontade de expressar a nossa indignação nomeadamente no
que respeita os seguintes pontos:
-
com esta medida assistimos a mais um corte por parte da Secretaria de
Estado da Cultura a uma área já por si fragilizada devido ao
contexto cultural em que vivemos, mas que acreditamos ser da maior
importância para um país que se quer civilizado - o ramo livreiro e
editorial.
-
esta medida agora apresentada pela APEL estabelece diferentes valores
para pedidos de ISBN consoante a quantidade pedida. Ou seja, numa
clara economia de escala de venda de mercadoria a retalho, a APEL
define que quanto mais ISBN pedir uma editora, mais barato fica. Ao
assumir esta posição, a Associação Portuguesa de Editores e
Livreiros favorece claramente uns em detrimento de outros, de acordo
com o número de livros/títulos que cada um publica. Ao fazê-lo,
torna o ISBN de uma pequena editora mais caro do que o de um grande
grupo editorial, levantando sérias dúvidas sobre princípios de
igualdade de acesso ao próprio pedido. Por outro lado, com esta
medida, a APEL definiu um número mínimo de pedidos, seguindo o
mesmo princípio economicista de “quanto mais, mais barato”,
estando esse mínimo definido como cinco, independentemente de a
editora publicar ou não os mesmos, não estando em causa acumular
pedidos, uma vez que cada ISBN diz respeito a um título.
Naturalmente e de acordo com esta ordem de pensamento, pedir um sai
mais caro que pedir cinco. E pedir 300 sai mais barato que pedir
cinco. Num panorama nacional, onde o estrangulamento do mercado actua
sobre pequenos e médios editores, ou as próprias edições de
autor, estabelecer este mínimo mais uma vez define regras de acesso
ao mercado que não são próprias a um sector já de si ameaçado.
-
por último a tabela de custos apresentada é muito superior a outros
países com mercados livreiros e estilos de vida com rendimentos
significativamente mais altos. A própria Agência Internacional do
ISBN defende a necessidade de se adequar o custo do mesmo, quando
cobrado, ao custo de vida do país. Dado o número de livros editados
em Portugal, parece-nos abusivo o valor atribuído a cada ISBN,
permanecendo desconhecido neste comunicado o destino efectivo deste
financiamento, sendo assim claro que os editores estão a pagar para
um serviço do qual não recebem retorno directo.
Um
pequeno editor com um volume pequeno de edição anual, logo, com
pouco retorno, poderá ver o seu normal funcionamento afectado por
esta medida por não poder comportar os custos que acarreta. Desta
forma esta medida põe em causa, no limite, a utilização deste
sistema de identificação por parte de alguns editores, impedindo
assim a normal e completa circulação do livro, dentro das normas
que estão hoje estabelecidas. Ainda que o ISBN não seja obrigatório
a opção pela sua omissão prejudica os editores no sentido em que
os impede de ter o livro à venda em determinadas condições. Assim,
a questão da obrigatoriedade impõe-se ainda que de forma pouco
transparente.
Queremos
por isso que o ISBN volte a ser gratuito, assegurado pela Secretaria
de Estado da Cultura e preferencialmente atribuído à Biblioteca
Nacional de Portugal como acontece com outros países com
características semelhantes ao nosso.
Os
editores abaixo-assinados:
a
tua mãe*
Abysmo
Amor-Livro
Artefacto
BOCA
Bruaá
Editora
Chão
da Feira
Chili
com Carne
Clube
do Inferno
Cólofon
Dafne
Editora
DEBOUT
SUR L'OEUF
Dois
Dias Edições
Douda
Correria
Frenesi
Guilhotina
Ignota
Língua
Morta
Livraria
& Editora Letra Livre
Livros
de Bordo
Livros
de Ontem
MMMNNNRRRG
Pato
Lógico
Pé
de Mosca
Pierrot
le Fou
Planeta
Tangerina
Qual
Albatroz
Snob
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
para uma história da leitura ou da impossibilidade do historicismo na literatura
há dias em que algo maior que a leitura quotidiana e
vertical dos dias se revela. aconteceu-me hoje com a descoberta
casual de um livro de João Gaspar Simões que compila algumas das
suas crónicas escritas entre 1942 e 1979. ao folhear o livro vou
percebendo que este cronista e crítico literário nos revela aqui
algumas das suas intuições quanto a autores desta época - das mais
belas e potentes e profícuas épocas da literatura portuguesa. aqui
João Gaspar Simões fala, e só como exemplo, do jovem Herberto
Helder, um dos mais promissores jovens da literatura portuguesa que
acabava de provar que os géneros literários estavam em crise ao
publicar o seu Passos em Volta.
ao ler estes artigos percebo que o que mais me faz persistir nesta leitura horizontal da literatura portuguesa, numa perspectiva aparentemente historicista da literatura que só o é para mostrar que não há literatura que possa ser historicista, é a percepção clara de que fazemos parte de uma história da escrita, e com ela, de uma história da leitura. não há ciência que aguente a literatura porque ela é fruto de leituras e as leituras são fruto dos seus leitores, todos eles marcados pela intuição. a nossa leitura é só mais uma que se soma à de Gaspar Simões. lemos Herberto Helder do mesmo sítio de onde também ele o leu, das páginas do livro, mas temos em nós histórias diferentes, só isso. leitores diferentes, também, claro, mas esses existem horizontal ou verticalmente, ao nosso lado ou há 50 anos. não quero com isto afirmar que não é importante o contexto de um escritor, pelo contrário - os leitores que somos têm sempre a consciência de que ao texto muitos elementos se somam e contrapõem, às vezes até se substituem, impedindo a leitura. todos os verdadeiros leitores sabem, ainda que tenham dificuldade em assumi-lo, que um texto não vale sozinho. o que afirmo é que somos todos leitores do mesmo texto e que o que muda, o contexto de cada um, não se altera só historicamente e sim a todos os níveis que influenciam a leitura. daí a impossibilidade do historicismo da literatura.
o que interessa aqui é que a descoberta deste livro me ajuda a perceber a forma como quero ensinar e entender a literatura. como uma linha transversal, uma sequência de livros que se lêem cruzados e simultaneamente. que a história da literatura é muito mais uma história da leitura do que da escrita, da nossa intuição e entendimento do texto que nos é mostrado.
e o podermos estar atentos à literatura contemporânea não é mais que a possibilidade de sermos uns verdadeiros privilegiados. privilégio em podermos falar dos livros publicados hoje com a tranquilidade e transparência com que Gaspar Simões lê Herberto dizendo deste livro que "os contos de Herberto Helder, não sendo, como não são, verdadeiros contos, peças literárias objectivas plenamente realizadas enquanto arte literária, valem, para nós, mais do que isso, pois neles viemos a encontrar o mea culpa de um poeta que viu na poesia uma espécie de inviabilidade para o libertar de si próprio."
apesar do ruído resta-nos exercitar a intuição adivinhando os potenciais autores promissores, o que quer que esta palavra, por vezes tão perigosa, queira dizer. este exercício tem, seja como for, pouco interesse. o interesse maior que lhe adivinho é esta insubstituível sensação de que fazemos parte desta história maior e sem ciência, toda feita de intuições e emoções, a história da leitura.
ao ler estes artigos percebo que o que mais me faz persistir nesta leitura horizontal da literatura portuguesa, numa perspectiva aparentemente historicista da literatura que só o é para mostrar que não há literatura que possa ser historicista, é a percepção clara de que fazemos parte de uma história da escrita, e com ela, de uma história da leitura. não há ciência que aguente a literatura porque ela é fruto de leituras e as leituras são fruto dos seus leitores, todos eles marcados pela intuição. a nossa leitura é só mais uma que se soma à de Gaspar Simões. lemos Herberto Helder do mesmo sítio de onde também ele o leu, das páginas do livro, mas temos em nós histórias diferentes, só isso. leitores diferentes, também, claro, mas esses existem horizontal ou verticalmente, ao nosso lado ou há 50 anos. não quero com isto afirmar que não é importante o contexto de um escritor, pelo contrário - os leitores que somos têm sempre a consciência de que ao texto muitos elementos se somam e contrapõem, às vezes até se substituem, impedindo a leitura. todos os verdadeiros leitores sabem, ainda que tenham dificuldade em assumi-lo, que um texto não vale sozinho. o que afirmo é que somos todos leitores do mesmo texto e que o que muda, o contexto de cada um, não se altera só historicamente e sim a todos os níveis que influenciam a leitura. daí a impossibilidade do historicismo da literatura.
o que interessa aqui é que a descoberta deste livro me ajuda a perceber a forma como quero ensinar e entender a literatura. como uma linha transversal, uma sequência de livros que se lêem cruzados e simultaneamente. que a história da literatura é muito mais uma história da leitura do que da escrita, da nossa intuição e entendimento do texto que nos é mostrado.
e o podermos estar atentos à literatura contemporânea não é mais que a possibilidade de sermos uns verdadeiros privilegiados. privilégio em podermos falar dos livros publicados hoje com a tranquilidade e transparência com que Gaspar Simões lê Herberto dizendo deste livro que "os contos de Herberto Helder, não sendo, como não são, verdadeiros contos, peças literárias objectivas plenamente realizadas enquanto arte literária, valem, para nós, mais do que isso, pois neles viemos a encontrar o mea culpa de um poeta que viu na poesia uma espécie de inviabilidade para o libertar de si próprio."
apesar do ruído resta-nos exercitar a intuição adivinhando os potenciais autores promissores, o que quer que esta palavra, por vezes tão perigosa, queira dizer. este exercício tem, seja como for, pouco interesse. o interesse maior que lhe adivinho é esta insubstituível sensação de que fazemos parte desta história maior e sem ciência, toda feita de intuições e emoções, a história da leitura.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
curso de Literatura Portuguesa, em Setembro, em Lisboa
cá está ele! durante quase dois meses vou falar com vocês de literatura
portuguesa, da provável à improvável, com leituras e conversas, na Leituria, em Lisboa. começa a 16 de Setembro, desconto para quem se inscrever até 10 de Setembro.
1ª sessão
realismo, naturalismo, simbolismo, revoluções culturais do início do século, modernismo
2ª sessão
surrealismo
3ª sessão
ainda o surrealismo
neo-realismo: movimento revolucionário com máscara
4ª e 5ª sessão
anos 50 a 70: literatura sem marca
6ª sessão
a literatura do agora, a que resiste e a que há-de resistir
7ª sessão
leituras e conversas
autores
eça de queirós, cesário verde, ângelo de lima, fernando pessoa e heterónimos, mário de sá-carneiro, mário cesariny, antónio josé forte, mário henrique-leiria, antónio maria lisboa, manuel de lima, herberto helder, manuel da fonseca, manuel de castro, luiz pacheco, alexandre o’neill, carlos de oliveira, mário dionísio, maria velho da costa, rui nunes, vergílio ferreira, jorge de sousa braga, maria gabriela llansol, nuno bragança, josé saramago, joão miguel fernandes jorge, ana teresa pereira, teresa veiga, antónio ramos rosa, valério romão, gonçalo m. tavares entre outros
evento facebook
1ª sessão
realismo, naturalismo, simbolismo, revoluções culturais do início do século, modernismo
2ª sessão
surrealismo
3ª sessão
ainda o surrealismo
neo-realismo: movimento revolucionário com máscara
4ª e 5ª sessão
anos 50 a 70: literatura sem marca
6ª sessão
a literatura do agora, a que resiste e a que há-de resistir
7ª sessão
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autores
eça de queirós, cesário verde, ângelo de lima, fernando pessoa e heterónimos, mário de sá-carneiro, mário cesariny, antónio josé forte, mário henrique-leiria, antónio maria lisboa, manuel de lima, herberto helder, manuel da fonseca, manuel de castro, luiz pacheco, alexandre o’neill, carlos de oliveira, mário dionísio, maria velho da costa, rui nunes, vergílio ferreira, jorge de sousa braga, maria gabriela llansol, nuno bragança, josé saramago, joão miguel fernandes jorge, ana teresa pereira, teresa veiga, antónio ramos rosa, valério romão, gonçalo m. tavares entre outros
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Manuel de Castro na IDEIA
há coisas inacreditáveis que me passam ao lado. esta revista é um exemplo disso. o número duplo 73-74 da Revista IDEIA [revista de cultura libertária] é dedicado ao grupo do café Gelo e muito especialmente ao poeta Manuel de Castro, uma das vozes mais fortes e esquecidas do grupo, agora relembradas (e bem) com a edição de Bonsoir, Madame, editado pela Língua Morta / Alexandria. um poeta que fomenta o mistério e que, a ser surrealista seria por, nas palavras de Ramos Rosa, ser um poeta ilegível mas nunca inaudível.
apesar de ter lido muito pouco ainda, até agora um dos textos que mais me impressionou foi o artigo da Maria Estela Guedes por nos abrir um infindável mundo de portas para o entendimento do poeta e dos poetas que lhe pertencem.
a revista pode ser lida aqui. mais sobre a revista IDEIA aqui.
apesar de ter lido muito pouco ainda, até agora um dos textos que mais me impressionou foi o artigo da Maria Estela Guedes por nos abrir um infindável mundo de portas para o entendimento do poeta e dos poetas que lhe pertencem.
a revista pode ser lida aqui. mais sobre a revista IDEIA aqui.
domingo, 16 de agosto de 2015
novo curso
a partir de 16 de Setembro vou estar em Lisboa, na livraria LEITURIA com
um curso de literatura portuguesa do séc. XX. guardem os vossos fins de
tarde de 4ª feira até fim de Outubro. pela minha mesa os trabalhos já
começaram.
(mais notícias em breve)
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Maria Lamas e o papel activista da mulher na sociedade portuguesa do séc. XX
O séc XXI ainda nos pede para falarmos da condição da mulher nas artes. Ainda que seja possível verificar muitos avanços, há algumas ár...







