quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Prémio da FIC para Tolentino de Mendonça

Enviaram-me esta notícia boa:

O padre e poeta José Tolentino de Mendonça recebeu ontem o prémio literário Fundação Inês de Castro (FIC) pelo livro O Viajante sem Sono (Assírio e Alvim, 2009). Após receber o prémio das mãos do reitor da Universidade de Coimbra (UC), Fernando Seabra Santos, o autor revelou que recorda nesta sua obra "amigos que morreram e que continuam comigo". Frisou ainda que "a poesia é uma forma de partilhar com eles o lume". O prémio da FIC distingue obras de expressão literária sobre motivos "inesianos" (alusivos à cortesã castelhana cujo assassinato terá sido perpetrado no espaço da actual Quinta das Lágrimas, em Coimbra, onde a lenda situa igualmente os amores de Inês e D. Pedro I).

"A poesia de Tolentino de Mendonça é uma poesia de elevação sem retórica do sublime", disse na ocasião o professor universitário José Carlos Seabra Pereira, membro do júri. O docente da Faculdade de Letras da UC realçou o "gosto de dizer as coisas e a beleza do mundo" do premiado, alegando que a sua poética "desconhece as pronúncias de triunfantes de Deus".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

vamos lá a ser um bocadinho fundamentalistas outra vez....

esta foi a minha mais recente compra. e quando me pediram "explicações" esta foi a minha resposta:

"acho muito importante os movimentos radicais como as guerrilla girls. sem radicalismo vamos definhando devagar. não acredito que cada uma das guerrilla girls seja totalmente e no seu íntimo tão radical como o movimento em si. assim como não é bom que existam muito mais realizadores homens do que mulheres, também não faria sentido um movimento artístico como as GG que fomenta uma arte exclusivamente feminina. no entanto é a melhor forma de essa arte feminina ser vista. é preciso sermos radicais para sermos vistas, os homens não precisam disso, são naturalmente privilegiados pelos meios culturais, sociais, etc. quanto aos realizadores homens parece-me que o movimento é semelhante em todo o lado (literatura, pintura, etc) onde havendo poucas mulheres as que são boas são também poucas. mas isso deve-se a um processo cultural onde as mulheres não vingavam e inverter esse processo (porque acredito que hoje em dia já podem vingar, ainda que com limitações) são necessários muitos e muitos anos. nos anos 50 quase não havia mulheres nas faculdades. e 60 anos não é nada para um processo deste género... não acredito que existam áreas artísticas propícias a um determinado género. acredito sim que cada género manifesta de forma muito diferente a sua arte."

e tenho dito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

(we're back) WORKSHOP DE LITERATURA PORTUGUESA SÉC. XX




(a pedido de vários amigos & Etc regressa o curso de Literatura Portuguesa do séc. XX que fiz o ano passa na InterCultura Cidade. Desta vez chama-se workshop porque tem umas surpresas livreiras e literárias e porque não queremos enganar ninguém!)

Este workshop destina-se aos leitores que estão interessados em conhecer autores portugueses mas que não sabem por onde começar. O objectivo é dar uma ideia geral dos movimentos mais importantes do século passado, apresentando autores representativos de cada época. Uma passagem pelo modernismo, pelo surrealismo, ou neo-realismo é, por exemplo, garantida. Vamos experimentar a literatura, ouvir leituras e ouvir pessoas. Aproveitando a variedade de títulos que a livraria tem à disposição haverá espaço para outras curiosidades.

imagem (mais do que) gentilmente cedida por Pedro Vieira

Todas as 3ª das 19h às 20h, de 9 de Março a 27 de Abril, na Livraria Trama

€30,00
N.º Máximo de participantes: 12
inscrições e informações para o e-mail livraria.trama@gmail.com

a este curso seguir-se-ão:
* literatura norte-americana e hispano-americana
* literatura infantil

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não resisto...

Há algumas formas fáceis de fazer com que eu compre um livro. Muitas até, e muitas delas já aqui foram referidas. Hoje li isto na LER:

No meu caso, mesmo conhecendo boa parte da escrita de Lydia, não recordo exactamente onde a li pela primeira vez. Sei que foi na Internet depois de um amigo escritor me ter dito, com aquela convicção que os amigos escritores costumam exibir: "Tu tens mesmo de ler Lydia Davis, ouviste? Tens que ler MESMO!" (as maiúsculas correspondem a um enfático crescendo). E eu fui ler.

José Mário Silva

Primeiro, gosto do José Mário Silva, muito. Depois relembrou-me os cursos de literatura no Intercultura quando aconselhava livros que gostava com a base científica que assenta em "Gosto tanto... ai... ai... é mesmo bom. Nem sei explicar muito bem... Têm de ler." Eram os livros mais lidos. E a Lydia Davis já a comprei! Aqui.

e não é que na Ler deste mês....

o Rui Ramos continua sem ter piadinha nenhuma? Nem o Carlos Vaz Marques lhe dá uma corzinha... Nem quando refere que a esquerda lhe provoca um "efeito de nojo" consegue arrepiar o mais fervoroso revolucionário.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Parafraseando Vera Vitorino

Adoro-te Bandini... Arturo Bandini.

(e nós gostamos tanto que gostem dos "nossos". viva o fante!)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Acabei a minha noite de ontem a discutir com um amigo que livro lhe ia eu emprestar, eu que nunca antes lhe emprestara um livro. Espinhosa missão.
Iniciámos um jogo que mais parecia aquele jogo dos miúdos, de que agora não me lembro o nome, onde íamos eliminando bonequinhos com perguntas tipo "usa chapéu?" ou "usa bigode"?
Então era assim:

É português? ("usa óculos?") click
É sul americano? ("é ruivo?") click
É mulher? ("é mulher?") click (esta é igual!)
É poesia? ("tem barba?") click

Bem, a diferença é que no jogo eliminamos os "nãos" e ele queria que eu eliminasse os "sins". Saiu de lá com uma mulher e um sul americano, seis meses de prazo para ler, uma promessa minha de ler um livro "dos dele", e alguma má vontade. Vamos lá ver quem ganha esta batalha. Duvido que seja eu. O preconceito é um adversário cheio de boas armas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

vale tão a pena espreitar...

eu vou espreitar o meu agora, em papel. Deixo-vos um cheirinho, um cheirinho só, de um livro que só de folhear vale a pena, como poderão ver aqui

Hoje é um dia muito especial para nós, cá está o livro em que andamos a trabalhar há tanto tempo. Foi o primeiro livro que a  Snob  e o...