Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Paul Celan
Paul Celan é um poeta romeno de língua alemã que nos chega pela tradução de João Barrento. De alemão não percebo nada mas confiando na tradução sinto-me arrebatada de cada vez que o leio. É monumental, daquela poesia que nos revolve as entranhas só de desfilar em frente aos nossos olhos. A ler, sempre, muitas e muitas vezes.
Elogio da Distância
Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in Sete Rosas Mais Tarde
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
Elogio da Distância
Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in Sete Rosas Mais Tarde
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
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