"Je veux une vie en forme d'arête" . vida e humor em Boris Vian
leitura encenada
20 de Março
Pó dos Livros
18h30
Nasci, por acaso, no dia 10 de Março de 1920, à porta de uma maternidade, fechada por causa de uma greve de zelo. A minha mãe, grávida das obras de Paul Claudel (não posso com ele desde essa altura), estava no 13º mês e não podia esperar pela Concordata. Um santo padre que passava por ali apanhou-me e voltou a pousar-me; eu era efectivamente muito feio (a minha sobejamente conhecida aspersoriofobia data no entanto dessa altura). Por felicidade, uma loba esfomeada, e que acabara de dar à luz Pierre Hervé (tenho por isso exactamente a mesma idade dele, o que está perfeitamente de acordo com as teorias de einstein relativas à simultaneidade) pegou em mim debaixo da asa e deu-me de beber. Cresci em força e sabedoria, mas continuava tão feio como sempre, embora ornado por um sistema piloso descontínuo mas sempre muito desenvolvido. Na verdade era igual à Vitória de Samotrácia.
Tenho um metro e 86 pés descalços, peso bastante e escolho antes de qualquer outra coisa as obras de Alfred Jarry, a fornicação, Un Rude Hiver e a minha bem amada esposa. Não esqueço, embora só venham depois, a música da Nova Orleães, Duke Ellington, Lana Turner, Ann Sheridan, as sinfonias do Commodore W. Spotlight para sino duplo e bicicleta a petróleo, a pintura a óleo que pratico com raro prazer, o bigode do meu venerado Jean Rostand, as raparigas do Jazz-Club-Universitário (sobretudo uma loura de vestido verde... mas não insistamos), o two-beat (isto não é uma alusão sexual), e a mére Chaput. Detesto o Paul Claudel (já o disse, mas é agradável dizê-lo, e é por isso que nunca li nada dele), Le Grand Meaulnes, Alain (não o meu irmão, que é um tipo completamente maluco), Péguy, o violino de jazz tal como o praticam os franceses, as obras da imaginação, as mentiras e os aparelhos de pequeno formato, Ivan o Terrível, Leonard Father, Edgar Jackson, Le Dictateur, Dumont d'Urville, Monseigneur Suhard, o papa; do Barbotin até gosto. Também não gosto de peitos rasos (para as mulheres), de endívias e de merda, a não ser quando estão bem temperados.
Procuro um apartamento de cinco assoalhadas, com todo o conforto. Tenho uma vida movimentada mas estou pronto a recomeçar.
Boris Vian
Não faças Terrorismo Poético para outros artistas, fá-lo para pessoas que não perceberão que o que acabaste de fazer é arte. Hakim Bey
Mostrar mensagens com a etiqueta eventos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eventos. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
I Encontro Os livreiros e o seu património
Daniel Melo e Nuno Medeiros têm o prazer de vos convidar para o I Encontro Os livreiros e o seu património, no qual intervirão Fátima Ribeiro de Medeiros (docente e investigadora de literatura, mediadora e animadora de leitura na Livraria Culsete, Setúbal) e Pedro Oliveira (livreiro e alfarrabista, ex-livreiro da Livraria Sá da Costa).
Luís Bernardo (subdirector do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa) apresentará um número da revista Cultura com dossiê sobre a edição e o seu património.
O evento visa contribuir para a preservação, estudo e divulgação da memória e património dos livreiros e da edição portuguesa do período contemporâneo.
O Encontro é promovido pelo Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa com o apoio da Biblioteca Municipal Camões e da Livraria Culsete.
O Encontro decorre na Biblioteca Municipal Camões, em Lisboa, no dia 22 de Outubro, terça-feira, às 18h15. Eu vou!
Luís Bernardo (subdirector do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa) apresentará um número da revista Cultura com dossiê sobre a edição e o seu património.
O evento visa contribuir para a preservação, estudo e divulgação da memória e património dos livreiros e da edição portuguesa do período contemporâneo.
O Encontro é promovido pelo Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa com o apoio da Biblioteca Municipal Camões e da Livraria Culsete.
O Encontro decorre na Biblioteca Municipal Camões, em Lisboa, no dia 22 de Outubro, terça-feira, às 18h15. Eu vou!
terça-feira, 9 de julho de 2013
a querida Culsete faz 40 anos e vamos comemorar em grande. eu estou lá dia 13.
vou levar os meus surrealistas a setúbal, ao passeio em frente à Culsete. uma conversa informal e alguns textos. escolhi os que se lêem sozinhos. estejam lá para saber o que isso quer dizer. é já no sábado (espreitem o programa, em baixo). mas vejam o resto do programa, é um privilégio estar entre gente desta.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
vamos ser surrealistas em setúbal?
ontem ligou-me a fátima, a minha querida livreira e amiga da culsete. apanhou-me num momento confuso no trabalho para me fazer uma proposta. tenho a sensação clara que lhe disse que sim antes de perceber o que me pedia. para além de ser incapaz de dizer que não aos meus dois livreiros sabia que ia ser um desafio do melhor que há. não vos vou ainda revelar nada, só dizer que uma noite destas estaremos a ser surrealistas em setúbal. daqui a poucas noites.
por isso hoje estou na baixa luz da minha sala rodeada de livros surrealistas a ler poesia e a magicar ideias. estes são os meus momentos cheios. os surrealistas são do caraças.
e a propósito da greve geral de amanhã deixo-vos um poema do Cesariny e um ponto de encontro, às 15h, no rossio. sem medos, para não continuarmos no bolso de ninguém.
Ora deixai-me dizer
que vejo tudo ao contrário
do que era lícito ver
Ontem encontrei um operário
todo de pernas para o ao
no bolso de um usurário
"Que linda vista para o mar!"
dizia - e dizendo isto
tinha uns olhos de chorar
(...)
Cesariny
por isso hoje estou na baixa luz da minha sala rodeada de livros surrealistas a ler poesia e a magicar ideias. estes são os meus momentos cheios. os surrealistas são do caraças.
e a propósito da greve geral de amanhã deixo-vos um poema do Cesariny e um ponto de encontro, às 15h, no rossio. sem medos, para não continuarmos no bolso de ninguém.
Ora deixai-me dizer
que vejo tudo ao contrário
do que era lícito ver
Ontem encontrei um operário
todo de pernas para o ao
no bolso de um usurário
"Que linda vista para o mar!"
dizia - e dizendo isto
tinha uns olhos de chorar
(...)
Cesariny
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
as novidades todas juntas, para quem não recebeu por e-mail
olá a todos (sem @ nem x)
isto é uma catrefada de novidades por isso vou entrar em modo telegrama para não vos perder (muito) (mais).
primeiro os novos cursos. sempre na querida Pó dos Livros, em Lisboa. o contemporaneidades na literatura portuguesa - da sociedade aos livros todas as 4ªfeiras de Março, às 21h. o curso de literaturas americanas - norte e sul todas as 3ªfeiras de Março, também às 21h. o preço mantém-se, cada um 35€ e 30€ para desempregados e estudantes. inscrições para mim ou para a livraria. acompanhem as novidades como sempre no estórias com livros, etiqueta dos cursos, onde poderão encontrar info da última edição que será semelhante a esta, mais info brevemente.
já andamos a magicar o nosso IV Encontro Livreiro, será dia 7 de Abril como sempre na querida Culsete em Setúbal. mais informação no blog do Encontro ou no facebook.
já esta 6ª vou estar na Livraria Cabeçudos a ler os meus surrealistas. a ideia é que quem quiser ler traga livros surrealistas, quem quiser ouvir vem sem livros surrealistas. a “cena” é vir. toda a info aqui. surrealistiquemos. desvairai-vos.
o LEVA vai lançado por aí, as gravações começaram, mas eu preciso ainda de mais voluntários, se forem pares (leitor + alguém que faça a gravação) perfeito, por questões práticas. mas TODOS os voluntários são importantes. podem seguir a evolução do projecto e notícias nesta etiqueta do estórias com livros ou no facebook.
os mal comportados voltaram ao ataque e agora é que vai ser. das surpresas e do que isto será não posso falar mas têm novo blog e novo facebook, para irem espreitando. tudo a seu tempo.
e é isto, os livros como sempre no estórias com livros, o resto no rosapeixe.
uf.
quem chegou até aqui obrigadinha. quem chegou até aqui e saltou parágrafos shame on you. quem não chegou não estará a ler isto.
beijos e abraços e muitos bem haja por aí,
rosa
isto é uma catrefada de novidades por isso vou entrar em modo telegrama para não vos perder (muito) (mais).
primeiro os novos cursos. sempre na querida Pó dos Livros, em Lisboa. o contemporaneidades na literatura portuguesa - da sociedade aos livros todas as 4ªfeiras de Março, às 21h. o curso de literaturas americanas - norte e sul todas as 3ªfeiras de Março, também às 21h. o preço mantém-se, cada um 35€ e 30€ para desempregados e estudantes. inscrições para mim ou para a livraria. acompanhem as novidades como sempre no estórias com livros, etiqueta dos cursos, onde poderão encontrar info da última edição que será semelhante a esta, mais info brevemente.
já andamos a magicar o nosso IV Encontro Livreiro, será dia 7 de Abril como sempre na querida Culsete em Setúbal. mais informação no blog do Encontro ou no facebook.
já esta 6ª vou estar na Livraria Cabeçudos a ler os meus surrealistas. a ideia é que quem quiser ler traga livros surrealistas, quem quiser ouvir vem sem livros surrealistas. a “cena” é vir. toda a info aqui. surrealistiquemos. desvairai-vos.
o LEVA vai lançado por aí, as gravações começaram, mas eu preciso ainda de mais voluntários, se forem pares (leitor + alguém que faça a gravação) perfeito, por questões práticas. mas TODOS os voluntários são importantes. podem seguir a evolução do projecto e notícias nesta etiqueta do estórias com livros ou no facebook.
os mal comportados voltaram ao ataque e agora é que vai ser. das surpresas e do que isto será não posso falar mas têm novo blog e novo facebook, para irem espreitando. tudo a seu tempo.
e é isto, os livros como sempre no estórias com livros, o resto no rosapeixe.
uf.
quem chegou até aqui obrigadinha. quem chegou até aqui e saltou parágrafos shame on you. quem não chegou não estará a ler isto.
beijos e abraços e muitos bem haja por aí,
rosa

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
a ler surrealistas com os cabeçudos
pois é, o tempo voa e já falta muito pouco.
a Cabeçudos vai receber os "grandes" (e os pequeninos também que eles adoram surrealisticar) para lermos os meus queridos surrealistas.
então agarrem nos vossos surrealistas, no que para vocês forem surrealistas, que isto os surrealistas adoram não ter muitas regras. eu levo os meus e falo um bocadinho deles, não muito, qb, vá, e ainda vou preparar uns surrealismos para surrealisticarmos surrealisticamente. cliquem aqui para saber o que por este blog já se andou a falar de surrealistas.
podem vir só ler, podem vir só ouvir, podem vir ao contrário, podem não vir.
8 de Fevereiro
22h
Livraria Cabeçudos
Rua António Lopes Ribeiro, 7A - 1750-312 Lisboa
Mapa
Entrada: 5€
surrealistiquemos!
a Cabeçudos vai receber os "grandes" (e os pequeninos também que eles adoram surrealisticar) para lermos os meus queridos surrealistas.
então agarrem nos vossos surrealistas, no que para vocês forem surrealistas, que isto os surrealistas adoram não ter muitas regras. eu levo os meus e falo um bocadinho deles, não muito, qb, vá, e ainda vou preparar uns surrealismos para surrealisticarmos surrealisticamente. cliquem aqui para saber o que por este blog já se andou a falar de surrealistas.
podem vir só ler, podem vir só ouvir, podem vir ao contrário, podem não vir.
8 de Fevereiro
22h
Livraria Cabeçudos
Rua António Lopes Ribeiro, 7A - 1750-312 Lisboa
Mapa
Entrada: 5€
surrealistiquemos!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
é já esta 2ªfeira
a "nossa" é na Pensão Amor, Rua do Alecrim, 21h30
tragam livros e passagens de Clarice. lemos e falamos sobre ela. vamos claricear!
tragam livros e passagens de Clarice. lemos e falamos sobre ela. vamos claricear!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
ler Clarice Lispector
10 de Dezembro, local a definir (preciso de ajuda nisso!), 21h30
"O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços?"
Preciso de leitores de Clarice Lispector. Preciso que a leiam e a oiçam. Se a conhecem tragam passagens que nos queiram ler. Os outros venham ouvir.
O Projecto Clarice pediu-me que organizasse em Lisboa uma leitura que terá lugar simultaneamente em várias cidades do mundo. Aceitei de olhos fechados mas com a certeza de precisar que me ajudem. Preciso de pessoas e de ideias para sítios. Preciso de pessoas que me tragam partes do livro para ler e outras para ouvir. Preciso de Clariceanos. Que eu digo a tudo sim de olhos fechados mas depois preciso sempre de muitos braços.
Tive uma relação ambígua com a Clarice. Detestei-a na primeira leitura como só os grandes escritores nos conseguem fazer odiar. Depois, como prenda de aniversário a uma amiga gigante, dei à Clarice uma nova hipótese. E foi fogo de artifício. A Clarice escreve de dentro de nós, não é poesia nem romance é mais visceral do que isso. Durante uns meses depois de a ler essa segunda vez não consegui falar dela. E ainda ando a tentar.
Por isso venham ler a Clarice. Vamos falar da Clarice.
Mais informações sobre o projecto: http:// projectoclarice.blogspot.pt /
"Há 4 anos que comemoro, na companhia de amigos, o aniversário de Clarice Lispector. A comemoração, divulgada em 2011 nas notícias do Projeto Clarice, consiste em, no dia 10 de dezembro, reunir a uma mesa de um café ou livraria um grupo de pessoas que leia/ouça algumas das suas passagens. Para este ano, pensei em alargar a ideia e, ainda sem cartaz final, é com muito gosto que lhes digo que a tradição será levada, graças à ajuda dos amigos que vivem longe, a vários lugares para além do Porto. Entre eles, Belém do Pará, Lisboa, Recife, Aveiro, Campo Grande, Covilhã e Rio de Janeiro. E estes são - sorriam comigo - apenas exemplos.
Se alguém quiser juntar-se a nós, de modo a informação constar no programa, que me escreva, por favor, nos próximos dias para patriciasmlino@gmail.com."
Preciso de leitores de Clarice Lispector. Preciso que a leiam e a oiçam. Se a conhecem tragam passagens que nos queiram ler. Os outros venham ouvir.
O Projecto Clarice pediu-me que organizasse em Lisboa uma leitura que terá lugar simultaneamente em várias cidades do mundo. Aceitei de olhos fechados mas com a certeza de precisar que me ajudem. Preciso de pessoas e de ideias para sítios. Preciso de pessoas que me tragam partes do livro para ler e outras para ouvir. Preciso de Clariceanos. Que eu digo a tudo sim de olhos fechados mas depois preciso sempre de muitos braços.
Tive uma relação ambígua com a Clarice. Detestei-a na primeira leitura como só os grandes escritores nos conseguem fazer odiar. Depois, como prenda de aniversário a uma amiga gigante, dei à Clarice uma nova hipótese. E foi fogo de artifício. A Clarice escreve de dentro de nós, não é poesia nem romance é mais visceral do que isso. Durante uns meses depois de a ler essa segunda vez não consegui falar dela. E ainda ando a tentar.
Por isso venham ler a Clarice. Vamos falar da Clarice.
Mais informações sobre o projecto: http://
"Há 4 anos que comemoro, na companhia de amigos, o aniversário de Clarice Lispector. A comemoração, divulgada em 2011 nas notícias do Projeto Clarice, consiste em, no dia 10 de dezembro, reunir a uma mesa de um café ou livraria um grupo de pessoas que leia/ouça algumas das suas passagens. Para este ano, pensei em alargar a ideia e, ainda sem cartaz final, é com muito gosto que lhes digo que a tradição será levada, graças à ajuda dos amigos que vivem longe, a vários lugares para além do Porto. Entre eles, Belém do Pará, Lisboa, Recife, Aveiro, Campo Grande, Covilhã e Rio de Janeiro. E estes são - sorriam comigo - apenas exemplos.
Se alguém quiser juntar-se a nós, de modo a informação constar no programa, que me escreva, por favor, nos próximos dias para patriciasmlino@gmail.com."
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
"novos autores e novas escritas em Portugal" parte dois | o marketing do livro
As razões da escrita são quase em mesmo número que os escritores. Cada escritor escreve por razões diversas, cada um com as suas. Mas há objectivos que se misturam com consequências naturais da escrita. A escrita de que aqui falamos (que não é de todo a maior parte do que é realmente escrito e visto como tal) é a que é publicada. A que chega a nós através dos novos autores. A publicação pressupõe a venda de livros. A venda pressupõe que alguém faça um negócio posterior ao acto da escrita. Aqui entram em conflito diversas questões. Como em qualquer negócio é necessário efectuar vendas. Para que editoras e livrarias possam sobreviver. Há poucos escritores a viver de livros, apesar de haver muitos a viver do que anda à volta da escrita - prémios, crónicas em jornais, conferências e outros convites. A ideia de best seller é hoje uma ideia muito deturpada e diferente do que era há uns anos. Hoje há mais leitores. Toda a gente lê um livro, o que não acontecia há 30 / 40 anos atrás. Assim, no momento em que a leitura se massificou, muitos leitores "novos" procuraram "conselhos" de leitura fora de circuitos familiares e próximos pois muitas vezes quem os rodeava não tinha os mesmos hábitos de leitura. Assim tornou-se cada vez mais importante apostar no marketing do livro. Hoje é certo que um livro que seja referido positivamente em jornais ou revistas de grande tiragem, ou num telejornal de um canal de televisão com muita audiência é um livro que vai vendrer muito nesse dia e dias seguintes numa livraria. Uma questão importante é qual a diferença entre quem lê e quem compra, visto ser claro que não é, de todo, a mesma realidade. Há uns anos atrás o brilhante livro de Cortázar, Rayuela, traduzido pela Cavalo de Ferro com o nome de Jogo do Mundo esteve várias semanas nos top's nacionais de vendas. Garanto que apenas uma percentagem muito pequena das pessoas realmente leu o livro (e quem o leu sabe porque digo isto). Para as vendas, efectivamente, o livro foi um sucesso. Mas sera que cumpriu o seu objectivo primeiro? E aí começam as perguntas. Qual é o objectivo da escrita? Chegar a alguém, ser lida. Sim. Mas será que para todos os escritores o objectivo primeiro da escrita é ser lido? Ou é a escrita em si? Aqui podemos entrar em conjecturas. E do alto da nossa infinita sabedoria de leitores podemos considerar que sabemos bem qual a diferença entre quem escreve "para vender / para ser lido" e quem escreve "para si próprio / pela própria escrita". O que é mais fácil de avaliar é que os contratos das editoras com os escritores os obrigam a fazer sair os seus livros com uma periodicidade mais ou menos fixa. Não acontece com todos. Nem significa que o livro que acaba de sair tenha acabado de ser escrito.
São muitas as variantes. Não podemos com isto esquecer que há também aquilo que o escritor diz. Júlio Magalhães nas correntes d'escritas deste ano, admitiu abertamente e de forma honesta que o propósito da sua escrita é chegar aos leitores de forma descontraída, sem grandes ambições literárias.
Podíamos discutir este tema sem fim, com muitas opiniões diversas, e chegar mesmo à apoteose da discussão quando começássemos a referir nomes. Mas este segredo está absolutamente guardado e inacessível. A nossa liberdade limita-se às conjecturas. E venham elas!
A conferência "novos autores e novas escritas em Portugal" acontece dia 23 de Março, às 21h30 no MAEDS, Avenida Luísa Todi, nº162, Setúbal, a convite da Synapsis.
São muitas as variantes. Não podemos com isto esquecer que há também aquilo que o escritor diz. Júlio Magalhães nas correntes d'escritas deste ano, admitiu abertamente e de forma honesta que o propósito da sua escrita é chegar aos leitores de forma descontraída, sem grandes ambições literárias.
Podíamos discutir este tema sem fim, com muitas opiniões diversas, e chegar mesmo à apoteose da discussão quando começássemos a referir nomes. Mas este segredo está absolutamente guardado e inacessível. A nossa liberdade limita-se às conjecturas. E venham elas!
A conferência "novos autores e novas escritas em Portugal" acontece dia 23 de Março, às 21h30 no MAEDS, Avenida Luísa Todi, nº162, Setúbal, a convite da Synapsis.
segunda-feira, 12 de março de 2012
III Encontro Livreiro - já faltou mais
Já só faltam duas semanas para o Encontro Livreiro. Não é necessário repetir o que já aqui foi dito. Quero apenas reforçar a ideia de que não é um encontro "de livreiros" e sim um encontro "livreiro" (não digo isto por acaso, os mal entendidos são muitos), encontro de gentes do livro. É um dia de encontros e conversas boas, intervenções e amizades. Pessoas dos livros, e o mundo inteiro que isso significa. A Culsete tem espaço para todos.
A todos os que queiram propomos que nos enviem um texto escrito para o blog do Encontro, o Isto não fica assim. Falem-nos do tema deste ano, esperança no futuro da leitura, do livro e da livraria, escrevam e pensem em conjunto connosco. O mais bonito e, arrisco dizer, mais revolucionário deste encontro face a tudo o resto que existe por aí é que não tem mesas, nem convidados, nem palco. Tem pessoas e um microfone e uma livraria anfitriã.
Se quiserem podem dar o vosso nome e ocupação / profissão para registarmos os nomes dos nossos ilustríssimos presentes, para o e-mail encontro.livreiro@gmail.com. Claro que podem sempre aparecer sem registo!
Não posso deixar de relembrar a nossa homenagem ao querido livreiro Jorge Figueira de Sousa, que recebe neste Encontro o título de Livreiro da Esperança 2012 pelo trabalho único na divulgação dos livros e da leitura na sua livraria Esperança, no Funchal.
Dia 25 de Março, a partir das 15h, todos a Setúbal. Já sabem que ofereço boleias!
Até lá!
A todos os que queiram propomos que nos enviem um texto escrito para o blog do Encontro, o Isto não fica assim. Falem-nos do tema deste ano, esperança no futuro da leitura, do livro e da livraria, escrevam e pensem em conjunto connosco. O mais bonito e, arrisco dizer, mais revolucionário deste encontro face a tudo o resto que existe por aí é que não tem mesas, nem convidados, nem palco. Tem pessoas e um microfone e uma livraria anfitriã.
Se quiserem podem dar o vosso nome e ocupação / profissão para registarmos os nomes dos nossos ilustríssimos presentes, para o e-mail encontro.livreiro@gmail.com. Claro que podem sempre aparecer sem registo!
Não posso deixar de relembrar a nossa homenagem ao querido livreiro Jorge Figueira de Sousa, que recebe neste Encontro o título de Livreiro da Esperança 2012 pelo trabalho único na divulgação dos livros e da leitura na sua livraria Esperança, no Funchal.
Dia 25 de Março, a partir das 15h, todos a Setúbal. Já sabem que ofereço boleias!
Até lá!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
LIVRO DE CABECEIRA com Pedro Vieira e Samuel Velho
9 de Fevereiro, 19h
Book House, no ISPA, Rua Jardim do Tabaco, 34, Lisboa
com que livros dormem eles? que livros comem ao pequeno almoço?
aqui estão eles:
Evangelho Segundo Jesus Cristo, Saramago
O Processo, Kafka
A Espuma dos Dias, Boris Vian
Lunário, Al Berto
A Boca na Cinza, Rui Nunes
Musicofilia, Oliver Sacks
e depois é lançar perguntas e provocações. ouvir e falar sem pudor e sem regras, como se quer.
este é o primeiro dos LIVROS DE CABECEIRA, de 15 em 15 dias encontramo-nos no ISPA para falar dos livros que dormem com os nossos. nós convidamos um, ele convida outro.
acompanhem aqui os desenvolvimentos, resumos, comentários e próximas sessões.
qualquer dúvida, sugestão de convidados ou um outro qualquer estamos em rosa.b.azev@gmail.com.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Agora é que é! SURREAL NACIONAL 18 de Junho
Agora é que é! Todos ao Surreal Nacional. Um dia surrealista com workshop sobre surrealismo português, experimentação de técnicas surrealistas e filme. Tudo gratuito menos o jantar a 3€! Vamos ter Cesariny, Pacheco, O'Neill, Mário Henrique Leiria, António Maria Lisboa, e outros. Vamos ter surrealismos e dadaísmos e outros ismos inventados por nós. Vamos conviver surrealisticamente. Vamos pensar surrealisticamente. Vamos surrealisticar. Podem vir à tarde ou à noite ou à tarde + noite. Podem vir ao contrário. Podem não vir.
Tudo, tudo, na Rua do Regueirão dos Anjos, 69, em Lisboa.
16h - 19h
Workshop
O antes o durante e depois - a literatura surrealista em Portugal
As técnicas surrealistas - visão e experimentação
Leitura de textos
19h30
Jantar surreal
21h30
Filme
Autografia / Verso de Autografia, de Miguel Gonçalves Mendes
Tudo, tudo, na Rua do Regueirão dos Anjos, 69, em Lisboa.
16h - 19h
Workshop
O antes o durante e depois - a literatura surrealista em Portugal
As técnicas surrealistas - visão e experimentação
Leitura de textos
19h30
Jantar surreal
21h30
Filme
Autografia / Verso de Autografia, de Miguel Gonçalves Mendes
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Surreal Nacional

Caros todos,
juntamente com a RDA estou a preparar um dia surrealista. Começamos com um workshop onde vamos falar do surrealismo português, autores e técnicas, e experimentamos no final algumas dessas técnicas in loco. Depois estão todos convidados para um jantar surrealista (o que quer que isso queira dizer) e depois do jantar vemos um filme. No dia 28 de Maio vemos o Verso de Autografia do Miguel Gonçalves Mendes e num dia em Junho (ainda a confirmar) repetimos o workshop e o jantar mas dessa vez vemos o MHM Manuel Hermínio Monteiro do André Godinho. Tudo surrealista a dar com um pau, portanto. Tudo entrada livre, menos o jantar, a 3€. Digam-me de vossa justiça para sabermos quantos somos. Tudo, tudo, na Rua do Regueirão dos Anjos, 69, em Lisboa.
16h - 19h
Workshop
O antes o durante e depois - a literatura surrealista em Portugal
As técnicas surrealistas - visão e experimentação
Leitura de textos
19h30
Jantar surreal
21h30
Filme
(1º sábado - 28 de Maio) Autografia / Verso de Autografia, de Miguel Gonçalves Mendes
(2º sábado - a confirmar) MHM de André Godinho
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O Craque vem a Lisboa e eu vou lá estar!

No próximo dia 13 de Maio,
no Parque Eduardo VII
(esplanada laranja)
no Parque Eduardo VII
(esplanada laranja)
às 18h30
a 80ª Feira do Livro de Lisboa recebe a Visita do Craque
Referimo-nos a Fernando Assis Pacheco em seu glorioso autoretrato desportivo enquanto infante conimbricense: 30 crónicas publicadas há 38 anos no Record, reunidas em livro há cinco, pela Assírio & Alvim, e agora gravadas alto e bom som pelo poeta e recitador Nuno Moura para a Boca (www.boca.pt).
A edição inclui fotografias inéditas e textos de Mário Zambujal, José Carlos Vasconcelos, Nuno Costa Santos e o já referido Nuno Moura. São, aliás, estes os craques que, juntamente com Ana Assis Pacheco, nos falarão destas Memórias de um Craque, autor e obra.
Agradecemos a vossa presença e divulgação.
Sugerimos que tragam um agasalho, que a conversa vai ser boa e as noites andam frescas.
Acrescentamos que a FLL este ano está uma animação e que a BOCA está presente na Tenda dos Pequenos Editores, uma em estilo árabe, à direita de quem sobe.
Pela concorrência desleal, pedimos desculpa ao Papa.
(texto Oriana Alves)
(texto Oriana Alves)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
oh... Tão bom e eu a trabalhar, não posso ir, alguém me conta como foi?
Encontros IELT 2010 – Máscaras , mistérios e segredos FCSH/UNL
25 de Fevereiro
10H00
Das máscaras e dos processos
- Figuras do outro: máscaras, efígies e segunda pele – Carlos Augusto Ribeiro
- Do rosto como máscara no teatro latino – Inês de Ornellas e Castro
- A máscara: do rito ao teatro – André Gago
- A máscara da identidade: donzela ou guerreiro? Reminiscência de mitos e de
cultos ancestrais – Natália Nunes
- Máscaras Transmontanas: do registo escondido à emblematização – Paula
Godinho
15H00
A máscara no modernismo português
- Fernando Pessoa: Introdução ao uso da máscara - Teresa Rita Lopes
- "Brincar a ser muitos". Máscaras do policial pessoano - Ana Freitas
- Fernando Pessoa: A Arte de se "outrar" - Luísa Medeiros
- A Escrita epistolar: Entre o rosto e a máscara - Manuela Parreira da Silva
17h30
Apresentação pública do no 24 da Sigila - revista transdisciplinar luso- francesa sobre o segredo, com Florence Lévi, Carlos Carreto e Bracinha Vieira
26 de Fevereiro
10H00
Segredos e mistérios
- Metáforas de origem, instrumentos de poder e identidade: "mistérios e segredos" na tradição oral entre os Bunak, Timor-Leste – Lúcio Sousa
- Segredinhos, segredos e enigmas - Ana Paula Guimarães • Imagens, enganos e desenganos – a neutralização da fábula nas «fábulas
tradicionais» - Ana Paiva Morais
- Revelar segredos em web vídeo- Filomena Sousa
12H00
Conferência de encerramento: O rosto e a máscara – Jorge Crespo
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
isto vai ser o máximo!

O próximo convidado do ciclo de conferências Livres Pensadores, que regressa dia 18 de Fevereiro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, é Christopher Hitchens. Hitchens (n. 1949) é frequentemente considerado um dos mais proeminentes representantes do moderno ateísmo, e é descrito como fazendo parte do movimento do “novo ateísmo”. O seu livro Deus não é Grande - Como a religião envenena tudo (D. Quixote/ LeYa), publicado em 2007, levou a que ascendesse a essa posição de grande destaque. É colaborador da Vanity Fair e professor convidado de estudos liberais na New School. A conferência que fará na Casa Fernando Pessoa intitula-se A Urgência do Ateísmo/ Necessity of Atheism e tem tradução simultânea. A entrada é livre.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










