segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Recebi hoje esta sugestão por e-mail

vamos ler?

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Myra mais uma vez...

... e sempre! Leiam!

Desta feita ganhou o prémio
Prémio de Ficção do PEN e o Máxima.

Yéé!

este mundo editorial que nos calhou na calha

É impossível separar o mundo editorial do mundo dos livros em si. Abri o Público hoje de manhã e irritei-me ainda pela fresca com a cara do Lobo Antunes na capa do Ípsilon. Porque lentamente estes escritores deixaram de ser escritoes para serem os "escritores-do-natal". Se calhar ainda estou de ressaca pelos anos passados a trabalhar na Fnac, mas agora que já lá não estou esta questão torna-se mais forte do que alguma vez foi. O Saramago já não é o Caim, é 16€ e a publicidade gratuita ao livro que abre o Telejornal - "cena dos maus costumes, etc". Mas vou ler, mesmo assim, o que é que hei-de fazer, ainda não me virtuei depois de anos de "desvirtuamento comercial" relativamente aos livros. Mas gosto deles,ainda.

Como diz o nosso manifesto dos mal-comportados (ainda por divulgar, levanto só a ponta do véu), "A poesia não se vende, saboreia-se". E eu tenho saudades desse sabor. Só por isso vou para casa carimbar os meus livros e transportá-los para a casa nova.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Mais um romance e um mistério

Gostei do outro, vamos lá ver este. Arrisco a que vale a pena. É ir visitando e lendo, já vai sendo tempo de começarmos a ler "outras coisas".


Fernando Cabral Martins

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Há prémios de se lhe tirar o chapéu


Como amiga e mentora dos mal comportados tenho o meu coração dividido. Não gosto de prémios e definitivamente não gosto da Leya. Mas desta vez o prémio Leya foi para o escritor João Paulo Borges Coelho, que além de ser um escritor de se lhe tirar o chapéu, é um escritor que tem tido alguma dificuldade em ser descoberto e lido por estas bandas. Claro que os mal comportados, neste caso e por causa disso, olharão para ele com bons olhos. É o preconceito. E viva o João Paulo que, com preconceito ou não, vai chegar às almas e olhos desta malta e às montras das nossas livrarias.


sábado, 19 de Setembro de 2009

Há livros que fazem comichão

E o A Sombra do Vento é um deles. Não é mau mas também não é bom, não é chato de ler mas não apaixona, não é carne nem peixe, não é boooom nem piroooooso. Eu não li, é puro preconceito. E boatos.

Trama a livraria tramada

é oficial, não dá para entrar naquela livraria sem uma preciosidade. Ou duas neste caso. É que ali chovem preciosidades.


Um é este:



A biografia de Sartre, por ele mesmo.

O outro é uma maravilhosa edição dos contos do Steinbeck, pela Atlântida, de 1958. Eu não sabia da existência deste livro o que inicialmente me irritou um pouco e me encantou de seguida. Viva a Trama. Vou ler, já!

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Nova Cooperativa de Tradutores

Eu e outro amigo tradutor estamos a criar uma cooperativa de tradução. Pretendemos criar uma estrutura que seja séria e com qualidade de forma a não se afundar nos milhares de CV's que hoje em dia as editoras e as empresas recebem.
Já temos tradutor de Inglês e Francês (as línguas normalmente mais fáceis de encontrar tradutores) e agora precisamos de tradutores de outras línguas. Por isso, se estiverem interessados ou se conhecerem alguém que esteja, entrem em contacto connosco. Por enquanto pode ser para o rosa.b.azev@gmail.com , a seu tempo teremos e-mail próprio, site, etc. E já agora aceitam-se sugestões de nomes! Ainda não conseguimos escolher.
Se estiverem interessados enviem-nos o vosso CV.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009


"Lê". Foi o que me disseram e eu li. E já nem me lembrava que fosse possível ler um livro assim.

terça-feira, 7 de Julho de 2009

A Phala está de regresso

Para quem a Phala acompanha intrinsecamente a Assírio e Alvim, ela voltou e esta é a nova casa dela!

uma notícia feliz! que este mundo do livro está a precisar de uns abanões!
"A voz pública tem a teimosia como um defeito; crismada perseverança torna-se uma virtude.
Por teimosia (ou perseverança) A Phala regressa.
Concebida em 1986 por Manuel Hermínio Monteiro, prosseguiu, nesse formato inicial, até 2003. De periodicidade irregularmente trimestal foi assegurando o interesse dos leitores. Instrumento, sem dúvida, da construção da editora que a Assírio & Alvim era e da sua evolução, foi bastante mais que isso. Procurou (e é grato pensar que conseguiu) ser observador atento e agente de divulgação do que a cultura portuguesa ia produzindo – em particular da poesia escrita em português ou em português vertida. A que na altura era escrita e publicada e aquela que tinha de ser recuperada e promovida.
A certa altura, este projecto, na forma que adquiriu, pareceu esgotar-se. À procura de um modelo mais ambicioso, menos rotineiro, A Phala sofreu uma transformação, na forma e no conteúdo. O primeiro número foi publicado, com o privilégio de, até agora, se ter revelado único.
Mudam-se os tempos… (que não as vontades) e teimosamente A Phala regressa, adaptada às novas formas de comunicação. Os objectivos são os mesmos. Deseja-se que a qualidade seja a mesma e mereça, de novo, a atenção de antigos leitores e a nova atenção de outros."

José Alberto Oliveira

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Teatro

Numa tentativa quase suicida de trazer qualidade ao supermercado livreiro onde um dia tive a sorte de trabalhar decidi fazer uma mega campanha de teatro, em Setembro, a ser preparada para já. Livros que nunca cá chegaram, grandes mestres, livros sobre Commedia del'Arte ou Teatro do Absurdo, esses monumentos teatrais de que tão pouco falamos. E depois recuperar as grades peças que em Portugal não se encontram, Jon Fosse, Bernard Marie-Koltés, Martin Crimp... E claro sem esquecer o teatro de marionetas, também tão mal explorado cá. Enviem-me sugestões, de importação ou nacional, para eu preencher a minha lista maravilha! Que se espalhe o teatro por aí!

Chico Buarque tem novo livro



Eu amo o Chico e talvez a imparcialidade seja difícil (está a ser muito comum este problema neste blog). Mas amanhã sai o novo livro dele Leite Derramado.

O último livro dele , Budapeste, foi um arrepio na alma, daqueles que se saboreiam e que surpreendem sempre. Porque ele cantava e bem. E de repente escrevia e bem. Apesar de ser outro Chico. Os outros livros dele já eram uma janela, Budapeste foi um terraço sobre o rio. Amanhã estarei no 1º lugar da fila para ver se este livro é ou não a casa com vista para o mar com que andei a sonhar estes últimos milénios.



Descobri isto

http://www.triplov.com/

e gostei

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

os Mal Comportados

Ainda não percebi muito bem quem acredita nos mal-comportados. Pedem-se demasiadas explicações. A única explicação possível é que precisamos de uma ruptura. Não vamos, nem temos essa pretensão, retirar o lugar a ninguém. Vamos criar novos lugares. É esse o segredo, encontrar espaços de vácuo, textos reais ainda não lidos. Por enquanto relembramos os antigos, Cesariny, Sylvia Plath, Guy Debord, Vaneigem, Tristan Tzara. E vamos preparando o caminho e aquecendo os espíritos. Antes ser abalado um minuto por um poema do que viver sempre nos carris da literatura.
Não é que não tenha tempo para os ler. É que estão em todo o lado!

segunda-feira, 18 de Maio de 2009


Associação Cultural Respigarte e Associação InterCultura Cidade apresentam

CURSO DE LITERATURAS EUROPEIAS
Rosa Azevedo & João Santos




























Uma viagem sem rumo pelos escritores europeus do séc. XX

9 a 30 Junho 2009
3as feiras
19h – 20h

(Sócios 12€ - Não Sócios 17€*)
Centro InterculturaCidade
Rua dos Poiais de S. Bento, nº 73 A


Para inscrições e outras informações:
www.respigarte.blogspot.com
respigarte@gmail.com
936584536

*Ser sócio da Respigarte custa 5€ por ano. Inscrição pode ser feita no acto de pagamento do curso.

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Clarice Lispector

Pediram-me que desse mais uma oportunidade a Lispector com este livro. E estou sem palavras, é difícil falar de Lispector. Foi como se ela falasse comigo, me contasse uma história que podia ser a minha. Não consigo falar deste livro de outra forma, Lori podia ser eu e é só assim que consigo vê-la, sem distanciamento. É como uma bandeira de esperança e beleza. Cada palavra é uma flor. E uma certa dor, também. Leiam e sintam-na, não tentem entendê-la. Lispector, mais do que ler, saboreia-se.

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Paul Celan

Paul Celan é um poeta romeno de língua alemã que nos chega pela tradução de João Barrento. De alemão não percebo nada mas confiando na tradução sinto-me arrebatada de cada vez que o leio. É monumental, daquela poesia que nos revolve as entranhas só de desfilar em frente aos nossos olhos. A ler, sempre, muitas e muitas vezes.

Elogio da Distância

Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.

Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:

Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.

Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.

Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.

Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.

Paul Celan, in Sete Rosas Mais Tarde
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Bacalhau como prémio de poesia




Clicar para aumentar!

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Mulheres Escritoras (parte V)




ROSA MONTERO








Há muito preconceito à volta de Rosa Montero, apesar de não perceber muito bem porquê. Talvez o facto de escrever em castelhano e a nossa "opinião pública" (???) não gosta muito de mulheres que escrevem em castelhano. Não gosta muito de mulheres que escrevem (ponto). (E quanto a isso não argumentem com esta livreira que atende em média 1786 pessoas por dia mais colegas que, conta a lenda, percebem e gostam muito de livros).



Rosa Montero é uma escritora de excelência. Sabe não só contar uma história como deve ser mas também constrói personagens que são uma e todas as personagens. Sem doçura nem meias palavras as personagens de Rosa Montero são aquilo de mais duro, real e por vezes perverso que todos nós temos. Assim não será de estranhar que as biografias que Rosa escreveu sejam absolutamente imperdíveis, pois contam a história que todos mais ou menos acabamos por conhecer mas que nos surpreendem por contar sempre "aquele" lado da história mais grotesco e inesperado.




Pasiones conta histórias de amor e Historias de Mujeres conta histórias de mulheres, como o nome indica.

No entanto aquele que é mesmo uma obra prima é Historia del Rey Transparente. Em plena época medieval uma rapariga decide partir à procura do namorado que desapareceu numa invasão à aldeia. Para isso tem de se vestir de homem, largar tudo e partir numa viagem iniciática em busca da sua independência e do seu lugar de mulher num mundo misógino. O namorado fica pelo caminho e a viagem dela acaba por ser uma viagem não planeada guiada pelo acaso que a liga às figuras mais estranhas e improváveis num hino à amizade e ao amor real, onde não há princesas nem finais felizes. Onde há outra coisa. Avalon, que só Rosa Montero consegue descrever e, atrevo-me mesmo a dizer, descobrir.