vamos ler?
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
este mundo editorial que nos calhou na calha
Como diz o nosso manifesto dos mal-comportados (ainda por divulgar, levanto só a ponta do véu), "A poesia não se vende, saboreia-se". E eu tenho saudades desse sabor. Só por isso vou para casa carimbar os meus livros e transportá-los para a casa nova.
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Mais um romance e um mistério
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Há prémios de se lhe tirar o chapéu

sábado, 19 de Setembro de 2009
Há livros que fazem comichão
Trama a livraria tramada
A biografia de Sartre, por ele mesmo.
O outro é uma maravilhosa edição dos contos do Steinbeck, pela Atlântida, de 1958. Eu não sabia da existência deste livro o que inicialmente me irritou um pouco e me encantou de seguida. Viva a Trama. Vou ler, já!
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Nova Cooperativa de Tradutores
Já temos tradutor de Inglês e Francês (as línguas normalmente mais fáceis de encontrar tradutores) e agora precisamos de tradutores de outras línguas. Por isso, se estiverem interessados ou se conhecerem alguém que esteja, entrem em contacto connosco. Por enquanto pode ser para o rosa.b.azev@gmail.com , a seu tempo teremos e-mail próprio, site, etc. E já agora aceitam-se sugestões de nomes! Ainda não conseguimos escolher.
Se estiverem interessados enviem-nos o vosso CV.
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
terça-feira, 7 de Julho de 2009
A Phala está de regresso
Por teimosia (ou perseverança) A Phala regressa.
Concebida em 1986 por Manuel Hermínio Monteiro, prosseguiu, nesse formato inicial, até 2003. De periodicidade irregularmente trimestal foi assegurando o interesse dos leitores. Instrumento, sem dúvida, da construção da editora que a Assírio & Alvim era e da sua evolução, foi bastante mais que isso. Procurou (e é grato pensar que conseguiu) ser observador atento e agente de divulgação do que a cultura portuguesa ia produzindo – em particular da poesia escrita em português ou em português vertida. A que na altura era escrita e publicada e aquela que tinha de ser recuperada e promovida.
A certa altura, este projecto, na forma que adquiriu, pareceu esgotar-se. À procura de um modelo mais ambicioso, menos rotineiro, A Phala sofreu uma transformação, na forma e no conteúdo. O primeiro número foi publicado, com o privilégio de, até agora, se ter revelado único.
Mudam-se os tempos… (que não as vontades) e teimosamente A Phala regressa, adaptada às novas formas de comunicação. Os objectivos são os mesmos. Deseja-se que a qualidade seja a mesma e mereça, de novo, a atenção de antigos leitores e a nova atenção de outros."
José Alberto Oliveira
terça-feira, 9 de Junho de 2009
Teatro
Chico Buarque tem novo livro

Eu amo o Chico e talvez a imparcialidade seja difícil (está a ser muito comum este problema neste blog). Mas amanhã sai o novo livro dele Leite Derramado.
O último livro dele , Budapeste, foi um arrepio na alma, daqueles que se saboreiam e que surpreendem sempre. Porque ele cantava e bem. E de repente escrevia e bem. Apesar de ser outro Chico. Os outros livros dele já eram uma janela, Budapeste foi um terraço sobre o rio. Amanhã estarei no 1º lugar da fila para ver se este livro é ou não a casa com vista para o mar com que andei a sonhar estes últimos milénios.
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
os Mal Comportados
segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Associação Cultural Respigarte e Associação InterCultura Cidade apresentam





Uma viagem sem rumo pelos escritores europeus do séc. XX
9 a 30 Junho 2009
3as feiras
19h – 20h
(Sócios 12€ - Não Sócios 17€*)
Rua dos Poiais de S. Bento, nº 73 A
Para inscrições e outras informações:
respigarte@gmail.com
936584536
*Ser sócio da Respigarte custa 5€ por ano. Inscrição pode ser feita no acto de pagamento do curso.
terça-feira, 12 de Maio de 2009
Clarice Lispector
Pediram-me que desse mais uma oportunidade a Lispector com este livro. E estou sem palavras, é difícil falar de Lispector. Foi como se ela falasse comigo, me contasse uma história que podia ser a minha. Não consigo falar deste livro de outra forma, Lori podia ser eu e é só assim que consigo vê-la, sem distanciamento. É como uma bandeira de esperança e beleza. Cada palavra é uma flor. E uma certa dor, também. Leiam e sintam-na, não tentem entendê-la. Lispector, mais do que ler, saboreia-se.
quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Paul Celan
Elogio da Distância
Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in Sete Rosas Mais Tarde
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
terça-feira, 5 de Maio de 2009
quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Mulheres Escritoras (parte V)

Há muito preconceito à volta de Rosa Montero, apesar de não perceber muito bem porquê. Talvez o facto de escrever em castelhano e a nossa "opinião pública" (???) não gosta muito de mulheres que escrevem em castelhano. Não gosta muito de mulheres que escrevem (ponto). (E quanto a isso não argumentem com esta livreira que atende em média 1786 pessoas por dia mais colegas que, conta a lenda, percebem e gostam muito de livros).
Rosa Montero é uma escritora de excelência. Sabe não só contar uma história como deve ser mas também constrói personagens que são uma e todas as personagens. Sem doçura nem meias palavras as personagens de Rosa Montero são aquilo de mais duro, real e por vezes perverso que todos nós temos. Assim não será de estranhar que as biografias que Rosa escreveu sejam absolutamente imperdíveis, pois contam a história que todos mais ou menos acabamos por conhecer mas que nos surpreendem por contar sempre "aquele" lado da história mais grotesco e inesperado.

Pasiones conta histórias de amor e Historias de Mujeres conta histórias de mulheres, como o nome indica.
No entanto aquele que é mesmo uma obra prima é Historia del Rey Transparente. Em plena época medieval uma rapariga decide partir à procura do namorado que desapareceu numa invasão à aldeia. Para isso tem de se vestir de homem, largar tudo e partir numa viagem iniciática em busca da sua independência e do seu lugar de mulher num mundo misógino. O namorado fica pelo caminho e a viagem dela acaba por ser uma viagem não planeada guiada pelo acaso que a liga às figuras mais estranhas e improváveis num hino à amizade e ao amor real, onde não há princesas nem finais felizes. Onde há outra coisa. Avalon, que só Rosa Montero consegue descrever e, atrevo-me mesmo a dizer, descobrir.



