quinta-feira, 28 de agosto de 2014

a livraria que faltava às "minhas" editoras

está para acontecer uma coisa muito bela em Lisboa. uma livraria em bom, com bons livros e, o melhor de tudo, o livreiro mais inteligente e sexy do mundo todo. venham conhecer pessoalmente o Sr Teste e a beleza de livraria que é a dele, dia 6 de Setembro, às 14h.

o convite do Sr Teste


Caros Leitores,
A convite da Cossoul o Sr Teste passará a ser o livreiro de serviço na livraria da associação.
Coincidindo com as comemorações dos 129 anos da Associação Guilherme Cossoul, a abertura será dia 6 de setembro a partir das 14h até haver fôlego.
A livraria insere-se num espaço de sinergias composto por Restaurante/ Bar/ Café Concerto, Teatro, a Editora Artefacto e a estrear a Galeria Cossoul.
A cada dia postarei uma foto da vossa livraria em construção assim como das várias salas da Cossoul e cartaz da primeira exposição colectiva organizada pela vizinha de cima, Sara Rocio.
Contamos com a vossa presença para celebrar e partilhar este espaço criado para todos nós.
PS: Para instigar os Leitores atentos, as prateleiras estarão forradas a livros esgotados, raros, edições especiais e fundos/ novidades das mais especiais editoras a preços convidativos.

SIGC Santos
Av. D. Carlos I, n.º 61
Lisboa



domingo, 24 de agosto de 2014

o LEVA aceita textos propostos pelos autores

o LEVA entra agora numa nova fase e reformula o seu modus operandi, não modificando a sua missão e objectivo. Decidimos que agora é altura de gravar livros sem ser por encomenda aceitando sugestões de textos dadas pelos próprios autores, que nos cederiam os direitos, ou sugestões de editoras. Assim, quando as instituições ou clientes particulares nos contactassem, nós teríamos em carteira diversos textos para ceder, sem contrapartidas. Assim peço aos interessados que enviem as suas histórias (em papel ou gravadas, o que seria ainda melhor) para começarmos a fazer crescer o nosso volume de audio-livros.
no entanto é importante salientar que continuaremos a aceitar encomendas de potenciais clientes, foi e será sempre essa a nossa bandeira e objectivo principal, queremos apenas que mais audio-livros cheguem a quem precisa.

os contactos mantêm-se

rosa azevedo
leremvozalta@gmail.com
936 584 536
www.leremvozalta.org


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Gerador

anda por aí uma revista nova, a GERADOR. vi-a numa banca e comprei-a quase instintivamente. sim, é verdade que tenho sempre uma grande curiosidade com revistas, ando sempre a ver o que há de novo. e o cenário é triste e cinzento, com algumas raras e justas excepções.
a GERADOR pretende ser uma revista sobre a cultura portuguesa. o que quer que isso queira dizer. e como é difícil dizer o que isso quer dizer eles tentam dizê-lo. o que transforma esta revista num objecto sigular no tratamento dos conteúdos - por um lado explicam bem o que querem, por outro abrem o leque. e fazem-no com uma grande mestria. 
é nesta abertura que, a meu ver, está um ponto forte da revista e um ponto fraco das outras - há uma total clareza e diálogo com o leitor acerca dos processos necessários ao surgir da revista. por outro lado apresenta todos os colaboradores, contextualizando cada texto. pode parecer menor esta característica da revista mas não é, enquanto a lemos este torna-se talvez um dos seus pontos fortes, a informalidade e o constante diálogo entre a revista e nós, leitores.
a revista terá um tema todos os números e convidados de várias áreas da cultura portuguesa para o abordarem. em bom, claro, se bem que este número destila amor. o tema é declarações de amor e talvez seja excessiva a dedicação ao tema. mas enfim, é tão plural a arte de cada um que a revista fica um monumento. e, claro, quando se convida pessoas para escrever sobre um tema e os convidados não se leram uns aos outros é um risco, sim.
lê-se de um fôlego e pretende ser um objecto de colecção. para mim já é.

página do Facebook

Sobre

O Gerador é uma plataforma de acção e comunicação para a cultura portuguesa!
Descrição
O que é o Gerador?
É uma plataforma de acção e comunicação para a cultura portuguesa.
• Acção porque o Gerador produz iniciativas que promovem os principais motores da cultura portuguesa.
• Comunicação porque criamos os espaços para divulgação das obras e dos seus autores através de uma revista e de uma presença online dinâmica e participativa.

Quais são os nossos propósitos?
O Gerador existe porque tinha de ser. E porque perseguimos 5 ideias que queremos deixar bem vincadas na sociedade portuguesa:
• Lembrar todos que a cultura é identidade e, por isso, é composta por arte, literatura, cinema ou teatro, mas, também, por banda desenhada, gastronomia, ofícios ou costumes populares.
• Sublinhar que a cultura está em todas as ruas e em todas as casas, sem diferença entre o norte e o sul, o interior ou o litoral, as metrópoles ou as aldeias.
• Destacar quem produz e divulga a cultura portuguesa, seja ele um artista plástico, um artesão, um músico, um chef, um graffiter, um futebolista, um cientista, um encenador ou um CEO.
• Criar e produzir iniciativas para a cultura portuguesa a que todos possam aceder e participar, afastando a ideia da cultura difícil, complexa e longínqua.
• Inspirar as pessoas a serem mais participativas, mais disruptivas e a pensarem diferente no seu dia-a-dia profissional, afectivo e de ócio.

sábado, 16 de agosto de 2014

se pudesse só ter lido um poema na vida talvez escolhesse este

And Death Shall Have No Dominion
DYLAN THOMAS

And death shall have no dominion. 
Dead men naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone, 
They shall have stars at elbow and foot; 
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan’t crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

quando as crianças contam as histórias do Afonso Cruz

 

num dia de Verão, na praia do Almograve, juntei quatro crianças à volta de uma toalha (e a minha mãe também) e pedi-lhes que contassem a história do livro de ilustração do Afonso Cruz, CAPITAL, da Pato Lógico. entre muitas invenções e trabalho de imaginação saiu esta bela história. Assinam a história  Leonor (14), Afonso (12), Luísa (6), Guilherme (7), Graça (não se diz a idade das senhoras). a fixação do texto é minha, as palavras deles. se tiverem o livro acompanhem com as imagens, torna tudo muito mais divertido. 
 






Era uma vez um homem grande, com mãos gigantes e saltos altos, que ofereceu ao seu neto, Finn, um porco mealheiro. Finn apaixonou-se pelo mealheiro e andava com ele para todo o lado. Chamou-lhe Jake. Às vezes Jake ganhava vida e fazia cocó no chão mas Jake era tão especial que o cocó dele cheirava a rosas da cor do arco-íris e a chocolate. Finn gostava disto porque era daltónico e tinha por isso desenvolvido um extraordinário olfacto. Jake também não dormia porque sentia que tinha de proteger Finn que era asmático. Ficava a noite toda a olhar para ele para ter a certeza de que tinha um sonho tranquilo.

Finn e Jake cresceram juntos. Jake ia crescendo com as moedas que Finn lhe tinha dado, e não eram moedas de chocolate... Finn levava Jake para todo o lado. Levava-o muitas vezes com a avó ao parque, uma senhora com uma figura muito especial, sempre com as suas meias de descanso cinzentas, pelos na cara e puns tão ruidosos que atraíam os estranhos pássaros do parque que a seguiam para todo o lado.

Finn tinha um namorado, Felisberto, e ambos jogavam futebol na praia. Jake era a mascote e assistia a todos os jogos. Nesses passeios ao ar livre Finn jogava com o porco ao busca a moeda. Jake era cada dia mais maluco por moedas e por vezes desaparecia para as procurar durante imenso tempo. Finn teve mesmo de, a certa altura, usar uma trela. Todos o adoravam e lhe faziam festas quando passava.

Jake era insaciável. As moedas que Finn lhe dava começaram a ser insuficientes. Finn decide assim casar com Clarabóia, uma menina de boas famílias que conhecera no parque. Felisberto fica desiludido mas aceita, pois percebe que Jake se tornaria insuportável se não tivesse mais moedas.

Com o passar do tempo Jake começa a ficar agressivo e a comer pessoas, as moedas já não lhe chegavam. Comia pessoas ricas, claro. Felisberto fica preocupado e tenta avisar Finn, que parece bastante confortável com a situação. Finn na verdade começava a enriquecer e tentava, sem grande sucesso ao início, mostrar a Felisberto a beleza desta nova vida. Finn parecia-se cada vez mais com o avô que lhe tinha dado o Jake. As mãos cresciam desmesuradamente. Com o tempo Felisberto começa a ceder e a pensar que talvez Finn tenha mesmo razão, ao ver o luxo e o brilho que rodeavam Finn, que se vestia sempre de forma elegante com fato e gravata e passava o dia a beber champagne. Felisberto acaba por aceder a tornar-se sócio da Empresa do Dinheiro, a empresa de Finn. 

Mas assim que Felisberto enriquece é comido pelo porco Jake. Clarabóia começa a assustar-se com a agressividade do mealheiro e mesmo Finn começa a reparar que este está descontrolado. É o salve-se quem puder. Na verdade Jake está cada vez mais insaciável. Já não lhe chegam as moedas, nem as pessoas, nem as pessoas ricas, nem as casas que come, nem cidades inteiras. Jake acaba por comer o planeta que agora já não existe, existe sim um porco gigante em órbita, à volta do sol.
 







Escritoras esquecidas do séc XX

As leituras que faço levam-me por muitos caminhos, diferentes uns dos outros. E às vezes há sítios onde me deixo ficar, desenvolvendo uma pe...