sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Manuel Hermínio Monteiro

Sei pouco falar dele mas sei o que lhe devo e o tanto que lhe deve a nossa literatura. Sem ele este não era o panorama, era outro, claramente pior. E este é um dos meus dogmas que não se discute.
Transmontano, vive uma vida de pássaro até chegar à Assírio e Alvim. Foi lá que descobriu em mesas de cafés e restaurantes os nossos poetas, músicos, pintores, ensaístas. Disse que "aquilo" era bom. E pela mão dele, os escritores foram chegando. Hoje temos a Assírio, a ainda Assírio, familiar porque foi a família do Hermínio. É por estas pessoas que me apetecia ser "menos" pequenina, para ter conseguido viver com ele lado a lado.
Morreu demasiado cedo em Junho de 2001. Deixou-nos um universo inteiro. Aqui deixou uma das últimas entrevistas, que é preciso ler.

1 comentário:

disse...

Qurida amiga professora
Sou eu o amigo do Herminio que referes no blogue.Quero então dizer-te que não fiquei apenas comovido,mas também agradecido.Sem o conheceres fizeste um retrato justo e muito bonito da pessoa maravilhosa que ele foi;e muito bem mencionaste quanto a poesia e seus amantes lhe devem.Talvez por ter ouvido opiniões diferentes e a meu ver completamente injustas me tenha sabido tão bem ver a "rosa" em cima da mesa e as palavras que dissete.
Muito obrigado.
Francisco aka Xú

Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997