sábado, 4 de maio de 2013

surrealistiquemos

o meu curso de literatura portuguesa contemporânea não deve abrir. sempre me foi angustiante depender de pessoas para levar os meus projectos avante, sejam colegas de trabalho ou público ou inscrições, neste caso. tenho dificuldade em separar o que será a falta de interesse de fora de alguma falha minha. para além disso o meu compromisso emocional com esta literatura tem sofridos golpes duros o que me fez então pensar que se calhar estava só no caminho errado, o que quer que isso queira dizer. como todo o trabalho que faço depende em absoluto da minha vontade deixei-me a pensar umas semanas sobre este novo caminho. e tudo fez muito sentido. o surrealismo sempre foi a aula mais divertida e dinâmica e curiosa do meu anterior curso. o dia surrealista feito há dois anos na RDA encheu-nos a todos as medidas. e nos autores surrealistas temos os mais bonitos, fortes, pulsantes e significantes textos do século que passou. são textos com unhas afiadas e sangue.
por isso hoje sentei-me aqui e recolhi todas as entrevistas, textos, livros e notas que tinha sobre o surrealismo e são centenas de páginas. e pensei: está feito. e sei que sobre este "está feito" terão de passar tardes e tardes de leituras e trabalho. e passarão. mas o novo curso está já todo desenhado em frente dos meus olhos. e num caderno aqui à minha frente.
(!!!) agora é só desenhar um prazo (!!!)





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Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997