sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

vamos fazer um espectáculo oh vamos borisvianar

amigos,

há projectos que passamos a vida a adiar. Eu faço isso muitas vezes, porque nem sempre as razões para os iniciar são as melhores razões.

Faz agora três anos eu e a J. apresentámos um mini espectáculo no bairro alto sobre o Boris Vian. Com uma cortina vermelha, livros e algumas notas falávamos da vida dele, líamos textos, adoptávamos algum do espírito surrealista tão borisvianista, tudo ao som da música dele.









Desde aí que me apetece fazer um espectáculo todo ele Boris Vian mas um bocado mais desenvolvido do que este. Com mais aspectos da vida dele, curiosidades, sentido de humor. Quero perceber melhor a cabeça dele, o génio, o que o levava a escrever assim, quem foi esta personagem ao mesmo tempo tão doce, escatológica, fria, imaginativa e com um sentido de humor irrepetível. Já comecei muitas vezes a pensar este espectáculo, sozinha e com outras pessoas, mas nunca o terminei. Já li muitas coisas, aprendi muitas coisas mas serão sempre mais as que me faltam aprender do que as que sei.

É aí que vocês entram. Decidi escrever este espectáculo sozinha e depois procurar "as minhas pessoas" para o representarem comigo. Mas já sabem que não faço nada realmente sozinha até porque anda certamente por aí muito boa opinião sobre Boris Vian. E imagens, e músicas. E quem o deteste. E quem saiba segredos. E quem queira só falar comigo. Eu quero falar sobre ele. Podemos fazer isso em cafés, em chats, no meu palácio, ou por e-mail (rosa.b.azev@gmail.com), ou pelo blog.

Vamos pensar Boris Vian. Falar de Boris Vian. Ouvir Boris Vian. Vamos borisvianar

1 comentário:

jayvee disse...

vianemos pois: lembrei-me (e seguramente mais alguém se lembrou) dos muitos testemunhos da Simone de Beauvoir sobre ele - na autobiografia e na correspondência. é apenas uma sugestão...

Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997