segunda-feira, 17 de outubro de 2011

o meu poema do meu ramos rosa. com parabéns de mais um belo ano.

Estou como se não houvesse mais para dizer que uma palavra
uma interminável palavra
no interminável silêncio
Estou como um cavalo esquelético à beira dum horizonte
perdidos todos os caminhos
Estou no entanto familiar
e rodeado de presenças
Escavo no chão absurdo
e uma pedra dá-me confiança
Na solidão da terra encontro
como o vestígio dum segredo

Poemas Nus (1953-1958)
Viagem Através duma nublosa
Edições Ática

Sem comentários:

Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997