quarta-feira, 2 de outubro de 2013

os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (I)

o que é o saber?
deus esqueceu-se de programar o despertador.

como ficas depois de dormir?
vai pró caralho.

quem somos?
é um túnel sem fim.

o amor perfeito?
talvez.

conseguirá o mundo livrar-se de mim?
muitas vezes ele chora.

e depois! quem és tu?
nem por isso...

porque me sinto tão mal?
bom gosto.

porquê agora?
porque sou mesmo assim.

oh rosa! vamos sair hoje? como se não houvesse amanhã?
está debaixo do teu pé.

a que horas ficas cansado?
claro que sim meu amor, a partir de hoje todos os pasteis de nata serão azuis.

como é que vais lá ter?
porque não aceito.

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Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997