quinta-feira, 3 de outubro de 2013

os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (VI)

o início de um poema é possivelmente o mais desinteressante era aquela conversa de café, as banalidades de outro dia igual, as queixas do costume, os planos nunca concretizados os desejos deverá haver um bom sentimento antes de vos ter era incompleta depois irei a correr até ver o sol nascer momento de libertação olhando o infinito e o universo inteiro e vasto, feito também dessas desilusões e efeitos especiais é o que se espera. Mas não estou para isso porque não quero partir, a mudança assusta e a rotina conforta. mas o arrependimento, esse, impele a agir, a deixar marca magia como milho cozido entre as tuas pernas, pele de pêssego mas também marmelo e avelã. aliás, toda ela era uma orgia de frutas... aquelas que são mais doces e ficam com o sabor no céu da boca a conversar com o palato. mas agora deixa-me degustar este copo de vinho e pastéis de bacalhau com sabor a colher de pau! o marx queria ter um fax que insiste em não chegar. horas e horas à espera de notícias que não chegam. passam os segundos, os minutos, as horas em que leio os pensamentos daqueles que não amam, como se eu fosse um débil mental.

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Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997