quinta-feira, 3 de outubro de 2013

os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (V)

ela disse, muito assertivamente, dobras e colas por baixa estatura mas com uma certa pinta. foram passear mas ele, presunçoso e gabarolas, afastou todo o interesse que ela pudesse sentir por ele e foram embora tristes, tropeçamos provavelmente na ternura dos dias quentes e doces dias desejados há muito, mas que ficaram longe de trás para a frente, ou até a fazer o pino! e depois, meu estupor, tu que bates à porta às 3h da manhã, seu poço de vícios, que monopolizas tudo em teu redor e róis maçãs de forma ordinária, ou não, o que me interessa é senti-lo, apalpá-lo, lambe-lo, saboreá-lo, comê-lo, devorá-lo!!! e nós? e apesar de tudo isto, tenho cera nos ouvidos e apetece-me comer penne. rigatti ou argamassa do exército, como lhe chamava o velho hábito de comer tudo até rebentar e sentir a enorme culpa. por minha culpa. por minha tão grande culpa. perdão.
amen.

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Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997