quarta-feira, 2 de outubro de 2013

os cadáveres esquisitos escritos na Pó dos Livros, num dia surrealista (III)

se eu fosse feliz no futuro as frases seriam todas no passado.

se me vires irás fotografar muitas mãos em cola.

quando é que isto começa? completaremos o dia.

se tudo termina sairei correndo pela rua.

quando o vento sopra haverá chuva.

se chover, amo-te. será no dia em que chegaremos à lua.

se o sol conseguir chover para o ano irás a paris.

quando a chuva parar o mundo acabará em mel.

quanto te vieres avisa! iremos a paris. e depois, meu caro, comeremos o mundo inteiro às dentadas.

se o gato esconder o nome escreverás sempre o tempo verbal errado.

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Manuel Resende

Manuel Resende, Em Qualquer Lugar seguido de O Pranto de Barlomeu de Las Casas , &Etc, 1997